Candidato ao Senado Federal afirmou que oposição amadureceu diálogo após as eleições municipais e uniu forças para interromper o ciclo de quase 20 anos do PT no poder.
Em entrevista ao programa Excelsior Eleições, da Rádio Excelsior da Bahia, o candidato ao Senado João Roma (PL) explicou a superação das divergências políticas de 2022 e a recomposição de sua aliança estratégica com o candidato a governador ACM Neto (União Brasil). Questionado por ouvintes sobre os embates do pleito passado, o ex-ministro da Cidadania reconheceu que a fragmentação oposicionista acabou facilitando a manutenção do grupo governista à frente do Executivo estadual.
“Há quatro anos estávamos em palanques separados e aquela divisão só gerou prejuízos para a Bahia, fazendo o povo amargar mais quatro anos de um grupo que está no poder há quase duas décadas com propagandas bonitas na televisão, mas sem resultados práticos. Após as eleições municipais, tivemos uma conversa madura e transparente com ACM Neto e entendemos que era fundamental marcharmos unidos. Temos pontos comuns e amor pela Bahia para passar uma régua nesse período de atraso”, declarou Roma.
O líder do PL criticou a piora nos indicadores socioeconômicos e assistenciais do estado. “A Bahia ficou para trás até em relação aos vizinhos nordestinos: lidera índices de violência, mais do que dobrou o tempo de espera na fila da regulação — ao contrário da promessa de zerar o sistema — e virou um dos estados que mais cobram impostos no Brasil. Nossa missão conjunta é desonerar a economia, atrair empresas e gerar oportunidades reais de trabalho e renda para as famílias baianas”, enfatizou.