Salvador, 29/09/2026 20:22

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“Lula é Brasil com emprego recorde; Flávio Bolsonaro é modelo argentino de crise”, diz Rui Costa

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Ao lado de Lula em Salvador, candidato ao Senado citou menor desemprego da série para o período e alertou para risco de retrocesso econômico

Os brasileiros decidirão, no próximo domingo (4), entre manter o país com a economia aquecida, emprego em alta e ampliação dos investimentos públicos ou apostar no modelo econômico defendido pela candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), que tem como referência a gestão do presidente da Argentina, Javier Milei. A comparação entre os dois projetos para o país foi feita pelo candidato ao Senado do Time de Lula, Rui Costa (PT), na tarde desta terça-feira (29), durante agenda, em Salvador, com o presidente Lula, o governador Jerônimo Rodrigues e o senador Jaques Wagner, candidatos à reeleição.

A declaração ocorre no mesmo dia em que o IBGE divulgou que o desemprego caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, menor taxa para o período desde o início da série histórica, em 2012. O Brasil também chegou ao recorde de 103,5 milhões de pessoas ocupadas. “É preciso perguntar qual modelo queremos para o Brasil. Enquanto a oposição apresenta Milei como referência, o governo Lula está mostrando que é possível crescer, gerar emprego, aumentar a renda e investir no país”, afirmou Rui.

Na Argentina de Milei, o cenário é diferente. O desemprego chegou a 7,9% no segundo trimestre deste ano e a produção industrial caiu 5% em julho. Levantamento da Fundar, centro de pesquisas da Argentina, aponta ainda o fechamento de mais de 31 mil empresas e a perda de 245,6 mil empregos formais no setor privado desde novembro de 2023.

Rui destacou que o controle dos preços não pode ser analisado isoladamente quando se discute a adoção de um modelo econômico. “Combater a inflação é fundamental, mas uma política econômica precisa ser avaliada pelo conjunto. Precisamos olhar emprego, renda, indústria, crescimento e investimento. O Brasil tem resultados concretos que mostram que é possível combinar responsabilidade econômica com desenvolvimento e inclusão social. É essa experiência que devemos aprofundar, e não simplesmente importar um modelo que tem produzido fechamento de empresas e perda de empregos formais na Argentina”, criticou.

Horas antes do ato com Lula, que acontece entre os bairros de Ondina e da Barra, Rui já havia lembrado as consequências da crise econômica enfrentada pelo Brasil nos governos Temer e Bolsonaro. “A consciência da transformação tem que ser transformada em militância, em ação. Porque, senão, depois a gente vai chorar o leite derramado. O Brasil viveu isso no pós-retirada da Dilma. E nós ficamos chorando o leite derramado por sete anos. O Brasil em recessão, perda de arrecadação”, disse em encontro com representantes de sindicatos.

Para o ex-ministro da Casa Civil e governador da Bahia por dois mandatos (2015 a 2022), os números atuais mostram o caminho que deve ser preservado. “O governo Lula recuperou políticas públicas, voltou a investir e colocou o emprego e a renda no centro da agenda econômica. Esse é o caminho que precisamos aprofundar, em vez de copiar modelos de outros países”, concluiu.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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