Coordenador de campanha ressaltou apoio popular ao projeto que reduz a jornada de trabalho semanal e alertou contra o esgotamento físico provocado pela hiperconexão digital.
Ao analisar as transformações no mercado de trabalho e o avanço da precarização entre jovens que prestam serviços a plataformas digitais, Éden Valadares defendeu a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a jornada na escala 6×1 no Brasil. O projeto, já aprovado na Câmara dos Deputados e em tramitação no Senado, foi apontado pelo secretário como uma resposta urgente à estafa coletiva da classe trabalhadora.
“Criou-se a falsa ilusão de que a juventude não quer carteira assinada para supostamente gerenciar seu próprio tempo. Mas já vivemos a segunda onda desse processo: o jovem percebeu que quando a moto quebra ele não recebe nada, quando fica doente não tem renda e que não tem direito a férias, descanso remunerado nem aposentadoria. A juventude não abre mão de direitos previdenciários e de seguridade social. A PEC do fim da escala 6×1 enviada com apoio do presidente Lula dialoga diretamente com essa realidade”, afirmou Éden.
O porta-voz do PT destacou que a demanda por redução da carga horária sem corte de salários reflete o desgaste da vida hiperconectada. “A escala 6×1 tem apoio maciço da sociedade porque as nossas gerações estão escravizadas pela exaustão. O celular transformou o cotidiano em um plantão ininterrupto: mesmo fora da empresa, você está consumindo, sendo demandado ou trabalhando. Sobretudo as mulheres vivem jornadas triplas, na escala 7×0. As pessoas precisam de um dia a mais na semana para conviver com a família, praticar sua fé, ter acesso ao lazer e cuidar da saúde mental”, sustentou.