Candidato à reeleição detalhou funções exclusivas do Senado, justificou cobranças à gestão da capital e confrontou indicadores hospitalares de prefeituras da oposição.
Ao ser questionado sobre os motivos de abordar com frequência os gargalos da saúde pública municipal de Salvador durante a campanha para o Senado, Jaques Wagner (PT-BA) explicou que sua atuação parlamentar é indissociável da defesa do projeto político liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) e pelo presidente Lula. O senador argumentou que, diante das críticas infundadas direcionadas pela oposição à regulação estadual, é seu dever cívico apresentar os dados reais da rede hospitalar da capital baiana.
“O Senado é a Casa da Federação: sabatina ministros de tribunais superiores, aprova empréstimos internacionais para estados e municípios e vota tratados. Mas sou candidato dentro de um grupo político. Como os opositores adoram falar de saúde para atacar Jerônimo, sou obrigado a dizer a verdade e pedir que confirmem no Google o número de leitos municipais oferecidos pela Prefeitura de Salvador, que eles governam há 14 anos”, afirmou Wagner.
O congressista apontou disparidades na comparação com outras capitais da região Nordeste. “Tenho vergonha do número de leitos de Salvador: em relação a Fortaleza, nós temos apenas 20% dos leitos oferecidos; em relação a Recife, que tem um milhão de habitantes a menos, Salvador só tem um terço dos leitos municipais. Não temos uma emergência municipal central. As duas policlínicas instaladas em Salvador são mantidas pelo Governo do Estado porque o prefeito se recusou a receber”, denunciou.
Wagner contrastou os investimentos do Estado com as iniciativas da prefeitura soteropolitana. “Em Salvador, construíram um único hospital municipal com porte menor do que o hospital estadual que entregamos em Itabuna, que tem 200 mil habitantes, enquanto a capital tem 2,5 milhões de pessoas. Quem não fez na capital quando teve todas as condições não tem autoridade para criticar o trabalho incansável de Jerônimo na Bahia”, arrematou.