Em tom firme, governador contrapõe o legado de investimentos públicos à retórica do bolsonarismo e critica declarações de assessores que sugeriram limitar o Bolsa Família.
Ao analisar os argumentos para os eleitores indecisos neste segundo turno, o governador Jerônimo Rodrigues criticou duramente a postura da oposição nacional e o uso de símbolos de retração de direitos. Em entrevista concedida nesta quinta-feira (22) em Salvador, aos jornalistas Jefferson Beltrão, Eduardo Dias e Juliana Nobre, o gestor relembrou a atuação do governo federal anterior durante a crise sanitária e rebateu discursos econômicos da chapa adversária.
“O comportamento do grupo bolsonarista foi sempre este: de dividir as famílias, de separar as igrejas, de dividir o país em quem é dono da camisa amarela e quem não é. O Brasil é um só”, declarou Jerônimo. O governador recordou as dificuldades enfrentadas pelos estados no período mais crítico da Covid-19: “Fez questão de reafirmar que não acredita na ciência, cruzou os braços e ficou ironizando as pessoas que estavam sofrendo… enquanto governadores como Rui Costa e prefeitos estavam na angústia aguardando a União estender a mão”.
Jerônimo também repudiou declarações de assessores econômicos da chapa de Flávio Bolsonaro (PL) que chamaram o Bolsa Família de “bolsa farelo” e propuseram limitar o benefício a dois anos. “Como isso? Em dois anos você consegue colocar milhões de pessoas com carteira assinada?”, questionou. “Eu fico muito entristecido quando vejo um candidato utilizar símbolos como uma tesoura para a campanha. O Milei usou uma motosserra. E a tesoura simboliza corte. É o tesouraço na área social, no SUS, no SUAS e na cultura”, completou.