Senador afirma que candidatura à reeleição pelo PSD foi rifada em decisão ‘monocrática’ e nega ressentimento com antigos aliados
O senador Angelo Coronel (Republicanos-BA) afirmou nesta terça-feira (22) que sua migração para o grupo de oposição na Bahia e a saída da base governista encabeçada pelo PT ocorreram após sua candidatura à reeleição ter sido rifada de forma unilateral pelo aliado histórico.
Em sabatina à Rádio Sociedade, de Salvador, o parlamentar rebatia questionamentos sobre um suposto ressentimento ou “ira” de sua parte contra a cúpula petista no estado.
“Quem tinha que estar enraivado era Angelo Coronel, porque eu não mudei. Eles é que mudaram”, declarou o senador. “Eu era candidato à reeleição, todo mundo sabia disso nas entrevistas, nos eventos. O próprio presidente do partido [PSD], Otto Alencar, disse em várias oportunidades que o PSD tinha candidatura própria à reeleição para o Senado, e o nome era Angelo Coronel”.
Coronel relatou que, após o recesso parlamentar no início do ano, tomou conhecimento pela imprensa de que seu nome havia sido retirado da chapa governista por uma “decisão monocrática”.
“Como é que eu mudei? Eu não mudei. Eu estou continuando sendo candidato à reeleição para o Senado, que estava no nosso projeto político. Então, se alguém mudou, não foi Angelo Coronel”, completou.
Relação com o PT e o PSD
Apesar das críticas à condução do processo de escolha das candidaturas, Coronel adotou um tom ponderado ao avaliar os 11 anos em que esteve no PSD e a aliança com os governos petistas na Bahia. Ele enfatizou que contribuiu diretamente para a consolidação e manutenção do PT no poder estadual.
“Da minha parte, muito pelo contrário, respeito a todos com quem convivi por 11 anos, quando nós fundamos o PSD — eu, o senador Otto Alencar e outras lideranças”, disse. “Naquela oportunidade, o partido ajudou muito o PT a se manter no poder como governador. Eu sempre digo: não existe mão única. Na política é mão dupla”.