Em sabatina na Regional FM de Irecê, candidato ao Senado explicou superação do racha de 2022 e afirmou que o palanque unificado da oposição representa o sentimento real de mudança na Bahia.
Em entrevista concedida ao programa Jornal da Regional, da Rádio Regional FM de Irecê (93,7), nesta segunda-feira (21 de setembro de 2026), o ex-ministro da Cidadania e candidato ao Senado Federal, João Roma (PL), detalhou os bastidores da reaproximação política com o candidato ao Governo do Estado, ACM Neto (União Brasil). Questionado sobre as divergências públicas ocorridas nas eleições de 2022, Roma afirmou que o distanciamento foi superado em nome de um projeto maior de renovação para o estado.
“Nosso rompimento se deu, na verdade, em 2021, quando assumi o Ministério da Cidadania para ajudar milhões de baianos e avançar no fortalecimento dos programas sociais. Na última eleição não estivemos no mesmo palanque e trocamos visões sobre o que enxergávamos para o futuro da Bahia. Esse episódio foi superado após as eleições municipais. Sentamos em dezembro daquele ano, conversamos e chegamos à conclusão de que a nossa divisão gerava a permanência do PT na Bahia, o que terminava prejudicando sobretudo as pessoas mais pobres, que sofrem com a falta de respostas administrativas do governo”, explicou Roma.
O postulante do PL enfatizou a capacidade de diálogo demonstrada por ACM Neto na construção da chapa majoritária. “A política requer essa dinâmica. Não retiro o que disse, mas reconheço avanços do próprio ACM Neto. Quando sentamos e apresentamos a nossa chapa em Feira de Santana, partiu dele a iniciativa de dizer com humildade que errou na eleição de 2022. Aquilo foi um gesto de grandeza e de compreensão de que na política, além de preparo técnico, é preciso estar em sintonia com as pessoas e agregar forças”, ressaltou.
Para Roma, o palanque que reúne o União Brasil e o Partido Liberal consolidou a via mais competitiva para a disputa ao Palácio de Ondina. “Hoje, a pessoa que reúne as melhores condições para governar e solucionar as graves dificuldades que a Bahia enfrenta chama-se ACM Neto. É por isso que estamos caminhando juntos para vencer a eleição no dia 4 de outubro”, concluiu.