Salvador, 21/09/2026 12:42

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Bruno Reis rebate declarações de Rui Costa, cobra coerência no debate sobre Banco Master e cita histórico da Cesta do Povo

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Prefeito de Salvador afirmou que cobranças eleitorais devem ter critérios uniformes e ressaltou que as discussões sobre a instituição financeira remetem à desestatização de ativos em 2018.

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), comentou nesta segunda-feira (21) as repercussões políticas envolvendo o Banco Master e as cobranças públicas direcionadas pela coordenação governista à campanha de ACM Neto (União Brasil). Em entrevista coletiva, o gestor sustentou que os questionamentos levantados pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), precisam observar o princípio da coerência e não devem ser utilizados de forma seletiva no debate eleitoral.

“É preciso que a oposição, que os aliados também façam os mesmos comentários, façam as mesmas colocações, as mesmas ponderações de todos. De todos. Não dá para Rui Costa chegar e cobrar de ACM Neto e não cobrar de Wagner, não cobrar de Jerônimo, que manteve o secretário, e não cobrar dos outros aliados dele, e de si próprio!”, declarou o prefeito.

Ao fundamentar sua manifestação, Bruno fez referência à cronologia da estruturação dos negócios do grupo econômico na Bahia. “Porque todos sabem que, se o Banco Master existe, foi porque Rui Costa entregou o Credicesta, a Cesta do Povo, patrimônio dos baianos, para permitir a criação do banco. Então que ele também cobre de si próprio. Se ele não tem condições de fazer isso, ele deveria, naturalmente, talvez ficar calado”, completou o gestor municipal.

O tema tem gerado amplos esclarecimentos por parte das principais lideranças envolvidas no cenário baiano. Recentemente, em entrevista a emissoras de rádio de Salvador, o senador Jaques Wagner (PT) frisou que não possui nenhum vínculo mercantil com a instituição financeira, lembrando que assinou o requerimento da CPI do Banco Master no Senado e votou contra matérias de interesse do setor.

Na mesma linha de transparência, o senador Otto Alencar (PSD), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), explicou publicamente à imprensa que manteve postura estritamente institucional ao rejeitar e não colocar em votação emendas legislativas relacionadas ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), destacando que não é alvo de qualquer procedimento investigatório e que suas decisões no parlamento sempre preservaram o interesse público.

A troca de declarações reflete o acirramento das narrativas eleitorais a duas semanas do pleito, com situação e oposição apresentando seus pontos de vista sobre fatos administrativos e articulações que atravessam os últimos anos na política da Bahia.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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