Articulador estadual defendeu o secretário do Meio Ambiente e cobrou que as denúncias sobre escândalos financeiros sejam investigadas sem viés político.
O suposto envolvimento do candidato ACM Neto e do dirigente Antônio Rueda em esquemas de propina ligados ao Banco Master pautou as respostas do secretário estadual Adolpho Loyola durante o programa Giro Baiana. Questionado por Zé Eduardo sobre o escândalo vazado na imprensa nacional, Loyola defendeu que todos os citados, inclusive a oposição, precisam prestar contas à Justiça.
O secretário aproveitou para blindar o titular estadual do Meio Ambiente, Eduardo Sodré, que também foi alvo de operações no mesmo caso. Segundo Loyola, Sodré já havia disponibilizado seus sigilos voluntariamente antes da batida policial. “Criaram uma operação para ir na casa do cabra cedo de madrugada […] sendo que já estava tudo entregue. Criando fato político. Isso sim é crime eleitoral”, denunciou.
Ele questionou abertamente a postura dos investigadores ao poupar aliados da oposição. “Por que não teve operação na casa do ex-prefeito que recebeu 35 milhões? […] Por que só tem operação contra pessoas ligadas, de algum modo, ao PT? Ele [ACM Neto] declarou que recebeu os milhões com nota. Se é lícito, é dele. Mas ele tem que sentar e responder judicialmente”, pontuou.