Na reta final da campanha, governador pediu a Deus para não ser ‘contaminado pelo poder’ e fez discurso de gratidão por alianças costuradas na sua trajetória atípica
Fugindo do script tradicional da política partidária, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) fez um discurso calcado em humildade e memórias pessoais no comitê central de sua chapa nesta segunda-feira (14). Diante da comunidade evangélica da capital baiana, o candidato à reeleição lembrou que sua chegada à chefia do Executivo contrariou todas as lógicas políticas.
“Eu sou um exemplo concreto porque, no padrão da política, para ser governador tem que passar por vereador, deputado, aquelas regras… Eu não fui nada disso. Eu nunca fui vereador e nem candidato. No máximo, Jeronima, eu fui síndico do prédio onde eu morei. E não foi eleição, era rodízio!”, brincou o governador, arrancando risos da plateia.
O petista revelou ainda as preces que costuma fazer para não perder o contato com a realidade. “Eu nas minhas orações, nas minhas preces, que eu me dirijo a Ele, eu peço sempre isso a Ele: ‘não me deixe contaminar pelo poder. Não me deixe subir em um salto alto que me distancie do povo de Deus'”, desabafou. Jerônimo destacou que a principal obra que um líder político pode deixar é facilitar a vida das pessoas que, diante do desespero por um emprego ou por cura médica, acabam resgatando também sua fé: “Mas a confiança que cada ovelha, quando procura uma porta pra bater, bote… ela tem que estar aberta”.