Prefeito de Salvador sustentou que esvaziamento de candidaturas da esquerda radical e ausência de uma terceira via expressiva aceleram afunilamento direto entre União Brasil e PT.
A configuração das forças políticas na corrida pelo Governo da Bahia favorece a conclusão do pleito em turno único no dia 4 de outubro. A projeção foi apresentada pelo prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), nesta quarta-feira (9), durante cerimônia oficial na Casa das Sete Mortes, no Pelourinho. O gestor analisou que o baixo desempenho de siglas de esquerda alternativas e a ausência de uma terceira postulação de grande peso concentram a decisão diretamente entre o Palácio de Ondina e a chapa encabeçada por ACM Neto.
Bruno analisou o esvaziamento das legendas radicais em comparação com o pleito de 2022. “Os outros candidatos não estão conseguindo ter um bom desempenho, são candidatos que não são conhecidos, são candidatos que nunca disputaram a eleição. Se você for analisar o próprio Psol na eleição passada, teve apenas 0,7% dos votos. Com todo respeito, o candidato que está aí não está conseguindo performar como o anterior performou. A tendência é Jerônimo ter um pouco mais desse voto útil, que acaba sendo um voto mesmo de esquerda”, argumentou.
O prefeito destacou que, diferente da eleição passada, quando a chapa de João Roma (PL) faturou cerca de 9% e empurrou a contenda para a etapa seguinte, o cenário atual afunilou a preferência do eleitorado em duas trincheiras bem demarcadas. “Na minha análise, é eleição de um turno só, só tem dois candidatos. Talvez na passada a gente tinha João Roma, que era candidato e acabou tendo 7% dos votos, e os próprios outros candidatos tiveram ali somados quase 1%, o que levou a eleição para o segundo turno. Dessa vez só tem duas candidaturas. A eleição decide num turno só e com a vitória de ACM Neto, 44 na cabeça e no coração, dia 4 de outubro”, encerrou o prefeito.