Em entrevista à Boa FM, ex-governador refutou narrativas da oposição, comparou transação a venda de carro usado e destacou que instituição financeira foi autorizada no governo Bolsonaro.
Ao ser questionado nesta quarta-feira (9) na Rádio Boa FM sobre questionamentos levantados por adversários a respeito da alienação da antiga rede Cesta do Povo e do sistema Credicesta, o candidato ao Senado Rui Costa (PT) classificou as ilações como factoides eleitorais. O ex-governador sustentou que a operação estancou um rombo bilionário aos cofres públicos da Bahia e esclareceu que a criação do Banco Master decorreu de aval exclusivo do Banco Central durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Rui pontuou que o encerramento das atividades comerciais da estatal atendeu à responsabilidade fiscal. “Com relação ao Credicesta, é só uma narrativa falsa. Nós vendemos um supermercado que tinha um cartão de compras. Vendemos porque dava um prejuízo de R$ 1 bilhão ao povo baiano. Eu não podia continuar tirando dinheiro da saúde e da educação para gastar num supermercado deficitário. Vendemos”, argumentou o petista.
Para ilustrar a ausência de responsabilidade do poder público estadual sobre atos posteriores de empresas privadas, o ex-governador recorreu a uma comparação direta: “É como eu ter um carro velho que me dá prejuízo: eu vendo o carro. Quatro anos depois, alguém sem carteira de habilitação e bêbado atropela uma criança e mata. Eu vou ser chamado porque vendi o carro? O que é que eu tenho a ver com isso? Não é minha competência como governador fiscalizar o sistema bancário brasileiro; a responsabilidade é do Banco Central”.
O candidato apontou a origem regulatória da instituição financeira envolvida nas acusações: “Quem criou o Banco Master, quem autorizou o Banco Master a funcionar foi o governo Bolsonaro. O Banco Central negou de início, disse que não tinham capacidade econômica para abrir banco. Seis meses depois que Bolsonaro trocou a diretoria do Banco Central, ele autorizou a abrir o Banco Master. O resto é narrativa política de quem quer jogar responsabilidade para os outros”, concluiu.