Salvador, 01/09/2026 10:41

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ACM Neto diz que aprovação automática de Jerônimo é “crime contra educação” e propõe prêmio a municípios que avançarem na aprendizagem

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O candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) afirmou que pretende criar uma premiação financeira para municípios que apresentarem avanços na aprendizagem dos alunos. A proposta foi anunciada durante sabatina na rádio Piatã FM, na manhã desta terça-feira (1º), quando o ex-prefeito de Salvador também reafirmou que, caso seja eleito, pretende revogar já no primeiro dia de governo a aprovação automática na rede estadual.

“Por isso que vamos ter que trabalhar em parceria com as redes municipais para melhorar a qualidade do ensino. E tem uma novidade: nós vamos estabelecer prêmios. As prefeituras que fizerem seus esforços, que melhorarem o desempenho, não é quem tirar a maior nota, é quem mais evoluir, quem mais avançar de um ano pro outro, vai ter uma premiação financeira dada pelo Governo do Estado, a prefeitura vai receber recursos adicionais pelo esforço que fizer na formação da qualidade do nosso aluno”, disse.

Ao tratar do modelo adotado na gestão de Jerônimo Rodrigues (PT), Neto voltou a criticar essa possibilidade de progressão dos estudantes e associou a medida ao desempenho da Bahia no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Segundo ele, a avaliação sobre a aprovação dos alunos deve ficar sob responsabilidade das escolas e dos professores.

“Caso eleito governador da Bahia, no primeiro dia de governo, eu vou editar um decreto revogando a aprovação automática dos alunos no estado da Bahia. Jerônimo Rodrigues cometeu esse crime contra a educação pública em nosso estado. Ele determinou, obrigou que professores e escolas passassem os alunos de qualquer jeito. Por que ele fez isso? Porque ele queria maquiar a nota do Ideb. A nota do Ideb que avalia a qualidade de ensino no Brasil, ela é composta pelo aprendizado em matemática e português, onde a Bahia está em último lugar e pelo fluxo, ou seja, se o aluno passa de ano a nota aumenta”, disse.

Ele ponderou ainda que a mudança defendida não significaria a reprovação indiscriminada de estudantes. Entre as alternativas mencionadas estão a avaliação pelos conselhos de classe e a recuperação de disciplinas. O candidato também ampliou a discussão para a relação entre Estado e municípios e defendeu um pacto envolvendo creches, pré-escola e alfabetização.

“Mesmo maquiando a nota, ele não conseguiu tirar Bahia da última posição do Brasil. Nós vamos acabar com isso. Quem vai avaliar o aluno é a escola, é o professor. Isso não significa sair reprovando todo mundo. É importante deixar claro. Tem alunos que poderão ser aproximados pelo conselho de classe. Tem alunos que poderão fazer um trabalho de recuperação de algumas matérias. O que não dá é o aluno perdeu cinco matérias, vai passar de ano. Não existe isso. Nós sabemos que inclusive na rede particular de educação não é assim. O que eu quero é qualidade de ensino. O que eu quero é que o aluno aprenda de verdade. Para isso, nós vamos fazer também um pacto com as prefeituras de toda Bahia”.

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