Durante sabatina realizada pelo jornal A Tarde nesta quinta-feira (20), o candidato ao governo da Bahia pelo União Brasil, ACM Neto, reafirmou sua estratégia de focar na discussão dos problemas locais em meio a um cenário de acirrada polarização nacional. O ex-prefeito de Salvador comentou sobre o fenômeno do voto cruzado — o eleitor que manifesta preferência por Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência, mas opta por Neto para o Palácio de Ondina.
Apesar da preferência de parte dos seus apoiadores por nomes de outros campos ideológicos na disputa federal, ACM Neto foi taxativo ao reiterar seu alinhamento com Ronaldo Caiado (União Brasil), a quem chama de aliado histórico. “O meu candidato a presidente, com quem eu tenho uma história de vida e uma história de parceria política longa, antiga, é Ronaldo Caiado”, afirmou o candidato baiano.
Para Neto, a manifestação do eleitor de dividir seu voto entre presidenciáveis e governadores estaduais é um exercício legítimo de liberdade democrática e não deve ser objeto de censura ou ameaças por parte de adversários. “Essa coisa de você querer tutelar o eleitor… eu vejo, atualmente, Jerônimo Rodrigues, talvez fruto do desespero, partir para uma ameaça ao eleitor, para uma tentativa de censura”, pontuou, referindo-se ao atual governador e seu principal oponente.
O candidato do União Brasil relembrou sua trajetória como prefeito de Salvador, destacando que, mesmo governando em períodos de diferentes presidentes — Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro —, nunca utilizou a questão partidária como justificativa para ineficiência. “Nós vencemos as eleições e eu nunca usei essa questão partidária como justificativa para nada”, declarou, enfatizando que sua prioridade, caso eleito, será a recuperação do estado.
Ao abordar a preferência do eleitorado, Neto minimizou a divergência entre o seu palanque presidencial e o voto de seus apoiadores. “Eu estarei preparado para governar a Bahia com o presidente que o Brasil escolher, como eu fiz durante oito anos em Salvador”, assegurou. “Isso não significa que eu não tenha a minha preferência.”