Em sabatina, candidato ao governo apontou distorções no modelo de financiamento público e detalhou teto de gastos estipulado pela Justiça Eleitoral.
Em sabatina na BNewsTV, o candidato ao Palácio de Ondina ACM Neto (União Brasil) fez duras críticas à estrutura do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) no Brasil. O postulante argumentou que a dependência exclusiva de recursos públicos encareceu os custos operacionais da política e defendeu o retorno de doações privadas sob regras rígidas de transparência fiscalizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Neto avaliou que o sistema atual gerou distorções na montagem das chapas proporcionais. “O fundo eleitoral veio para esculhambar as eleições no Brasil. O que era para moralizar acabou tornando as campanhas muito mais caras e difíceis de administrar. Qualquer candidato a deputado já exige o teto do fundo. Muito melhor seria termos doação privada limitada e transparente, em que o eleitor sabe quem doou antes de votar, sem concentração excessiva em uma única empresa”, afirmou.
O ex-prefeito explicou os limites financeiros previstos para a corrida ao governo estadual. “Não existe campanha de R$ 60 milhões. O teto legal estipulado pela Justiça Eleitoral para o governo do estado gira em torno de R$ 20 milhões, além das despesas próprias das candidaturas de deputados estaduais e federais. Vamos nos reunir com a direção nacional do partido para definir a distribuição desses recursos dentro das normas oficiais”, concluiu.