Relator da lei das apostas explicou tributação calibrada para frear mercado ilegal e destacou verbas para combate à ludopatia e ações policiais.
Ao detalhar a tramitação e a aprovação do marco regulatório das apostas esportivas de quota fixa no Brasil, o senador Angelo Coronel (Republicanos) rebateu críticas sobre alíquotas do setor durante entrevista nesta segunda-feira (17 de agosto), em Salvador. O parlamentar ressaltou que a falta de controle sobre plataformas não autorizadas representa o verdadeiro risco sanitário e financeiro para a população.
Coronel relembrou que a missão de relatar o texto visava retirar o segmento da clandestinidade e criar mecanismos de arrecadação voltados a áreas essenciais. “Eu não sou o autor do projeto das bets. Eu simplesmente fui indicado pelo meu partido para relatar uma matéria muito polêmica, onde temos no Brasil mais de 3 mil bets clandestinas e 80 aproximadamente compraram outorga e estão operando dentro da legalidade. As 3 mil bets clandestinas são os grandes vilões de levar as pessoas à prática de jogos pagando com cartão até de Bolsa Família e se viciarem na famosa ludopatia”, argumentou.
O senador pontuou que a fixação de alíquotas desproporcionais empurraria os apostadores de volta para o crime organizado, defendendo a aplicação rigorosa da fiscalização. “Qual foi a preocupação de calibrar os impostos? Se é para ter uma carga tributária elevada, é melhor continuar jogando no clandestino. E hoje as legalizadas estão sofrendo porque as clandestinas dominam o mercado. Fiz questão de destinar recursos do imposto para a Polícia Federal fiscalizar, para a área da saúde fazer frente à ludopatia e para a educação nas escolas, mostrando que o jogo não pode ser prioridade na vida das pessoas”, finalizou.