Senador cobrou agilidade do governo federal e estadual na recuperação de rodovias baianas, apontou prejuízos ao agronegócio e classificou infraestrutura como “prioridade zero”.
Em entrevista concedida em Salvador nesta segunda-feira (17 de agosto), o senador Angelo Coronel (Republicanos) fez duras críticas à conservação da malha rodoviária federal que corta o território baiano, com ênfase na BR-324 e na BR-242. O parlamentar rebateu a tese governista de que a união partidária entre o Palácio de Ondina e o Palácio do Planalto garante celeridade às obras públicas no estado.
Coronel apontou os gargalos no trecho que liga a capital a Feira de Santana, além de citar o impacto econômico no escoamento de grãos no Oeste da Bahia. “Sempre o governo do estado diz o seguinte: ‘Ah, temos que eleger o governo federal alinhado com o governo estadual para as coisas acontecerem com mais celeridade.’ Não tá acontecendo isso na Bahia. Nós temos a questão da BR-324, talvez a rodovia mais importante da Bahia, essa que liga Salvador a Feira, que é uma verdadeira estrada da morte. Hoje, quando tem um problema, prejudica a economia (…). Se tivesse sucesso, a rodovia Feira-Salvador não estaria aí com aquela cratera exposta e com pessoas com medo até de transitar”, afirmou.
O candidato à reeleição também cobrou rapidez na nova licitação da concessão e criticou a demora dos órgãos executivos. “O governo da Bahia tem 20 anos que é da mesma sigla. O governo federal está aí 4 anos e temos um intervalo de quatro, então praticamente são os mesmos 20. E cadê a celeridade? (…) O que está faltando é vontade política, que se preocupam com áreas menos prioritárias. Eu acho que estrada é prioridade zero porque é onde transitam todos os dias doentes que vêm procurar um centro especializado de Salvador e alimentos para os supermercados”, completou.