Postulante ao cargo de senador pelo PT na Bahia, Rui Costa afirmou que a composição do Congresso Nacional a ser definida nas eleições de outubro será determinante para a governabilidade do próximo presidente da República e para a aprovação de projetos do Executivo.
Durante sabatina no Jornal A Tarde, o petista destacou que tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado terão seus perfis definidos pelo voto popular e que o resultado das urnas será fundamental para estabelecer a correlação de forças no Congresso.
“As duas casas cumprem um papel muito forte para a definição do que a gente chama de governabilidade”, afirmou.
Segundo Rui, a capacidade do presidente de implementar seu programa de governo depende diretamente da relação construída com o Legislativo e da composição das duas Casas.
O candidato também criticou o que considera um esvaziamento das atribuições do presidente da República nos últimos anos. Na avaliação dele, esse processo se intensificou após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016.
“O fato é que depois que eles sacaram a Dilma, diminuiu muito, muito o poder do presidente da República”, declarou.
Rui citou como exemplo indicações que, segundo ele, são constitucionalmente atribuídas ao presidente, como nomeações para o Supremo Tribunal Federal (STF), agências reguladoras e outros cargos da administração pública.
Na avaliação do petista, o Senado passou a ampliar sua influência sobre essas decisões durante os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, que classificou como administrações “muito fracas”.
Para Rui, o cenário criou uma disputa institucional em torno das competências previstas na Constituição e levou o governo federal a tentar recuperar atribuições que considera próprias do chefe do Executivo.
“O presidente tenta retomar o que está na Constituição, ou seja, o papel do presidente da República perante a lei e perante suas instituições”, afirmou.
A declaração ocorre em meio à disputa eleitoral de 2026, na qual a renovação do Congresso será acompanhada de perto pelas campanhas presidenciais. Para Rui, o resultado das urnas poderá definir não apenas quem ocupará a Presidência, mas também as condições políticas para que o próximo governo consiga aprovar sua agenda no Legislativo.