O pré-candidato ao Senado Federal e ex-ministro da Cidadania, João Roma (PL), teceu duras críticas à divulgação de peças publicitárias do governo da Bahia sobre o projeto da ponte Salvador-Itaparica. O dirigente anunciou que acionará a Justiça Eleitoral para paralisar as veiculações promovidas pela gestão estadual, classificando o ato como ilegal.
Em declaração à imprensa, Roma afirmou que o anúncio sobre o andamento do projeto durante o período que antecede o pleito é “duplamente lamentável”.
“Em plena época que o governo não poderia anunciar, é duplamente lamentável. Acho que o Ministério Público Eleitoral tem que, obviamente, buscar tomar providências em relação a isso. Vou acionar também a coligação nossa para que também atue em relação a isso”, declarou.
Uso de recursos públicos sob questionamento
Além dos aspectos legais referentes à legislação eleitoral, o candidato argumentou que o uso de verba pública para divulgar a obra constitui uma aplicação indevida dos recursos arrecadados pelo Estado.
“Além de estar contra a lei, é também um desperdício de recursos públicos — recursos que são arrecadados com o suor do povo baiano, num dos estados que mais cobram impostos do Brasil —, fazendo propaganda sobre um assunto que não existe, que não tem andamento, que fizeram todo o alarde”, apontou o ex-ministro.
‘Ponte do Funil’ como alternativa prática
Para Roma, o impacto prático dos investimentos anunciados pelo governo estadual na infraestrutura de transporte marítimo e rodoviário da região da Baía de Todos-os-Santos é insuficiente, deixando a população sem soluções efetivas de mobilidade.
“A população baiana malmente se contenta com a Ponte do Funil. A ponte Salvador-Itaparica, infelizmente, não conseguiram colocar para frente”, concluiu.
A reportagem buscou o governo da Bahia para se manifestar sobre as declarações e o anúncio de acionamento ao Ministério Público Eleitoral, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.