Titular da SERIN afirma que Estado arca com 80% dos atendimentos na capital e aponta insuficiência nos equipamentos geridos pelo município
A gestão da saúde pública em Salvador gerou fortes críticas do secretário de Relações Institucionais da Bahia, Adolpho Loyola (PT). Durante entrevista concedida nesta terça-feira, 11 de agosto, ao programa PNotícias, da Piatã FM, o articulador governista declarou que a prefeitura da capital é omissa e transfere a sobrecarga da assistência médica integralmente para as unidades estaduais.
Segundo Loyola, a capital baiana conta com apenas dois hospitais municipais — o Hospital Municipal de Salvador (Cajazeiras) e o Hospital do Homem —, operando ambos com restrições de acolhimento.
“80% das demandas de saúde do soteropolitano é resolvido pelo Governo do Estado. Nós temos 16 unidades de saúde em Salvador; a prefeitura tem duas. Como é que uma cidade, Salvador, que tem 3 milhões de habitantes, tem um hospital com 220 leitos? Nunca fez! Tudo deságua no Governo do Estado”, pontuou o secretário.
O ápice da crítica foi direcionado à recente entrega da primeira maternidade pública do município. “Fez a primeira maternidade em Salvador do município, que o soteropolitano nunca nasceu… E ainda está fechada! Porta fechada! E porta fechada para maternidade! Você que é mulher, que é mãe, vai chegar lá para o filho nascer e o hospital está de porta fechada?”, disparou Loyola.