Em entrevista à Rádio Metrópole, senador detalhou negociação imobiliária envolvendo a filha, negou repasses do Banco Master e afirmou que acusações serão arquivadas como no caso da Arena Fonte Nova.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) explicou, em entrevista concedida na manhã desta segunda-feira (10) à Rádio Metrópole, em Salvador, as circunstâncias que envolvem a citação de um imóvel vinculado ao empresário Augusto Lima. O parlamentar descartou qualquer irregularidade na transação e reiterou que a privatização da rede Cesta do Povo, ocorrida em 2018, buscou tão somente estancar os prejuízos financeiros do Estado.
Segundo Wagner, o contato com o empresário ocorreu exclusivamente no contexto da alienação da estatal. Sobre o imóvel, o ex-governador detalhou que a conversa tratava-se de uma sugestão de investimento privado para posterior aquisição pessoal com fins residenciais para sua filha, negócio que não se concretizou e não gerou vantagem indevida.
“Esse episódio aí era simplesmente eu pedir: ‘Compre como investidor, que quando ficar pronto eu compro na sua mão para minha filha se mudar’, acabou. Não recebi nada, nunca recebi uma banda de conto”, declarou ao apresentador Mário Kertész.
O parlamentar negou categoricamente o recebimento de valores decorrentes da operação da Cesta do Povo, do Cartão Cesta ou de vínculos com o Banco Master. “Tem alguma transferência de patrimônio? Alguma coisa que eu auferi, que eu ganhei irregularmente? Não tem uma banda de conto que eu tenha recebido, nem do cartão, nem de Augusto, muito menos do Banco Master”, pontuou.
Ao avaliar o impacto político das denúncias, Wagner comparou o cenário atual às investigações passadas referentes à construção da Arena Fonte Nova, ressaltando que, após as apurações, o caso acabou arquivado por ausência de superfaturamento. “As coisas passam, tenho paciência para esperar. A nossa história é muito maior do que isso”, concluiu o senador, reforçando que mantém sua subsistência exclusivamente por meio de seus vencimentos públicos.