Salvador, 01/09/2026 18:47

Jornalismo ético compromissado com a verdade

Salvador

Wagner explica relação do apartamento com Augusto Lima e reafirma que venda da Cesta do Povo foi para evitar prejuízo para o Estado: “Tem alguma coisa que eu tenho recebido? Não tem”

Compartilhe:

google-news-follow

Em entrevista à Rádio Metrópole, senador detalhou negociação imobiliária envolvendo a filha, negou repasses do Banco Master e afirmou que acusações serão arquivadas como no caso da Arena Fonte Nova.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) explicou, em entrevista concedida na manhã desta segunda-feira (10) à Rádio Metrópole, em Salvador, as circunstâncias que envolvem a citação de um imóvel vinculado ao empresário Augusto Lima. O parlamentar descartou qualquer irregularidade na transação e reiterou que a privatização da rede Cesta do Povo, ocorrida em 2018, buscou tão somente estancar os prejuízos financeiros do Estado.

Segundo Wagner, o contato com o empresário ocorreu exclusivamente no contexto da alienação da estatal. Sobre o imóvel, o ex-governador detalhou que a conversa tratava-se de uma sugestão de investimento privado para posterior aquisição pessoal com fins residenciais para sua filha, negócio que não se concretizou e não gerou vantagem indevida.

“Esse episódio aí era simplesmente eu pedir: ‘Compre como investidor, que quando ficar pronto eu compro na sua mão para minha filha se mudar’, acabou. Não recebi nada, nunca recebi uma banda de conto”, declarou ao apresentador Mário Kertész.

O parlamentar negou categoricamente o recebimento de valores decorrentes da operação da Cesta do Povo, do Cartão Cesta ou de vínculos com o Banco Master. “Tem alguma transferência de patrimônio? Alguma coisa que eu auferi, que eu ganhei irregularmente? Não tem uma banda de conto que eu tenha recebido, nem do cartão, nem de Augusto, muito menos do Banco Master”, pontuou.

Ao avaliar o impacto político das denúncias, Wagner comparou o cenário atual às investigações passadas referentes à construção da Arena Fonte Nova, ressaltando que, após as apurações, o caso acabou arquivado por ausência de superfaturamento. “As coisas passam, tenho paciência para esperar. A nossa história é muito maior do que isso”, concluiu o senador, reforçando que mantém sua subsistência exclusivamente por meio de seus vencimentos públicos.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

Gostou? Compartilhe!

google-news-follow

LEIA TAMBÉM