Candidato ao Senado defendeu leis mais duras contra a criminalidade, cobrou apoio financeiro às forças de segurança e acenou para ACM Neto na Bahia
Durante sabatina do grupo de comunicação A Tarde no âmbito da cobertura eleitoral de 2026, o ex-ministro e candidato ao Senado pelo PL, João Roma, voltou a centrar fogo na gestão da segurança pública do estado e defendeu um papel ativo da bancada baiana em Brasília para o financiamento e endurecimento de leis penais.
No encontro mediado por jornalistas do veículo baiano, Roma argumentou que o Senado deve atuar diretamente na destinação de verbas orçamentárias e no suporte institucional e jurídico às forças policiais.
“O Senado da República pode e deve destinar recursos para que nossos policiais estejam mais bem equipados, garantindo uma ofensiva clara contra o crime organizado que tenta intimidar as forças policiais”, afirmou o ex-ministro.
O candidato também evitou transformar o tema da violência urbana em retórica puramente eleitoral, preferindo exaltar o papel de policiais militares e civis que atuam na ponta no estado. “Respeito muito os profissionais de segurança pública do nosso estado, que são verdadeiros heróis que saem de casa arriscando a própria vida para proteger a de terceiros. Hoje, eles precisam de uma rede integral de proteção, suporte e integração entre o Judiciário, o governo do estado e a União”, defendeu.
Entre os pilares defendidos em sua fala, Roma sublinhou a necessidade do endurecimento do arcabouço penal do país, com foco no combate à violência contra a mulher e no combate direto a facções criminosas. Segundo o candidato, o Judiciário e o Congresso precisam alinhar punições com rigor equivalente à gravidade das infrações cometidas no estado.
Além das diretrizes para a atuação parlamentar, Roma reforçou o direcionamento tático e político de sua campanha no pleito estadual ao sinalizar alinhamento com a candidatura do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), ao Palácio de Ondina. O candidato apontou que caberá a um eventual governo comandado por Neto a adoção de medidas imediatas para conter o avanço das facções criminosas.
As propostas integram a estratégia da oposição na Bahia para desgastar os indicadores de violência do governo e capturar o eleitorado conservador e moderado com discursos pautados na ordem e na cobrança de eficiência orçamentária dos governos estadual e federal.