Ex-ministro e presidente do PL baiano apontou desassistência no interior do estado, revelou deslocamentos do Oeste para Brasília e do Extremo Sul para Minas e Espírito Santo, e defendeu repasses diretos às prefeituras.
O ex-ministro da Cidadania e presidente estadual do PL, João Roma, fez duras críticas à estrutura da saúde pública mantida pelo Governo do Estado da Bahia. Durante discurso na plenária “Sua Voz é Nossa Voz”, realizada no bairro do Cabula, em Salvador, na noite desta segunda-feira (27), o aliado da chapa oposicionista denunciou a necessidade de moradores do interior buscarem atendimento médico fora das fronteiras baianas devido à centralização e gargalos do sistema estadual.
Segundo João Roma, a falta de leitos e de especialidades médicas nas regiões mais distantes da capital força um êxodo diário de pacientes graves. “O pessoal do Oeste, de Barreiras, termina indo para Brasília procurar atendimento em saúde. O pessoal do Extremo Sul, de Teixeira de Freitas, vai para o Espírito Santo e para Minas Gerais porque se vê abandonado aqui na Bahia. Em pleno século XXI, com tanta tecnologia, é fácil gerenciar dados, mas a gestão prefere manter tudo concentrado”, declarou.
O ex-ministro destacou que a solução para a regulação passa pelo fortalecimento dos municípios e pela transferência de autonomia aos gestores locais. “Neto já disse que vai descentralizar esse atendimento da saúde para poder dar suporte e recursos para as prefeituras. Não adianta prometer se deixa tudo concentrado em Salvador, enquanto famílias do interior vêm para a capital sem ter onde ficar e passam dificuldades”, pontuou.
Ao defender a pré-candidatura de ACM Neto (UB) ao Palácio de Ondina, Roma relembrou a atuação do ex-prefeito na capital baiana como modelo de gestão. “Neto não prometeu hospital na campanha para a Prefeitura, mas fez o Hospital Municipal no Subúrbio, onde as pessoas mais precisavam. Ele sabe governar e resolver. Nosso objetivo no Senado é garantir que a Bahia tenha recursos e providências para devolver a dignidade ao povo baiano”, finalizou.