A presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Isabela Suarez, afirmou nesta sexta-feira (24) que a recuperação do bairro do Comércio depende de uma articulação entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil. Em entrevista à Rádio Piatã FM, ela defendeu a revitalização da região histórica de Salvador e apontou a requalificação do Palácio da Associação Comercial da Bahia como um dos marcos para impulsionar novos investimentos.
Segundo Isabela, a retomada do protagonismo do Comércio exige uma estratégia coletiva para enfrentar problemas como imóveis vazios, insegurança e degradação urbana.
“Trabalho no comércio desde o ano 2000. Assim que começou essa história de revitalização do bairro, nós adquirimos uma unidade imobiliária e passamos a funcionar. Nosso negócio empresarial passou a funcionar no comércio. E ano passado eu assumi a associação comercial e comecei a puxar essa responsabilidade, responsabilidade que eu intento ser coletiva, ela não é apenas do empresariado, também não é apenas do poder público, nem apenas da sociedade civil, precisa ser uma construção coletiva numa tentativa de a gente dispensar um olhar para uma área que já foi o centro financeiro de Salvador e que guarda uma memória significativa da construção da nossa cidade e da nossa história.”
A presidente destacou que a ACB tem buscado ampliar o debate sobre o futuro do Centro Antigo por meio de suas câmaras empresariais e setoriais. Ela citou a criação da Câmara de Urbanismo da entidade, coordenada por Cátia Carmelo, como um espaço voltado à formulação de propostas para a requalificação da região.
“Tradicionalmente, a associação comercial da Bahia, ela funciona a partir das suas câmaras empresariais e câmaras setoriais, é uma forma descentralizada dela funcionar, onde nós escolhemos segmentos importantes, empresariais importantes e dividimos isso a partir de coordenações. Lançamos recentemente, sob a presidência da servidora pública Cátia Carmelo e ex-secretária de Desenvolvimento Urbano do Governo João Henrique, a Câmara de Urbanismo da Associação Comercial da Bahia, sob a coordenação dela, que o propósito é discutir, propor um debate, mas também propor soluções concretas para a capitalização do centro antigo, porque historicamente toda cidade que tem uma vocação turística, ela precisa cuidar do seu centro.”
Na avaliação de Isabela, a ocupação permanente da região é fundamental para garantir a preservação do patrimônio histórico e estimular a atividade econômica. Ela citou fatores que, segundo afirmou, contribuíram para o esvaziamento do bairro ao longo dos anos.
“Uma das formas de cuidar do centro é você fazendo uma boa ocupação. Historicamente o comércio tem sofrido com a vacância em função de uma série de problemas, em função do surgimento de outros destinos e outros bairros empresariais, abandono, falta de segurança, decadência das construções antigas, usuários de drogas, então tudo isso vai causando ali um afugentamento de uma ocupação que é fundamental para que os negócios permaneçam e que cada vez cresçam mais e ele siga sobrevivendo e guardando e podendo contar essa história tão importante da cidade.”
Ao final, a presidente da ACB afirmou que a restauração do Palácio da Associação Comercial representa um passo estratégico para incentivar a recuperação do Comércio e convocou o empresariado a participar do processo.
“Isso passa pelo restauro do Palácio da Associação Comercial da Bahia, que é uma batalha que eu estou enfrentando, que eu estou convocando a sociedade empresarial para me ajudar nessa luta, porque tudo isso passa a partir da revitalização do Palácio da Associação Comercial da Bahia, como se fosse ali uma espécie de marco para que a gente faça essa retomada do bairro do comércio tão importante para a nossa cidade.”