Em tom de forte cobrança, deputado federal grava vídeo em pista interditada no Extremo Sul da Bahia, aponta calote em empreiteiro e denuncia que prazo de entrega está estourado há um ano
O deputado federal Arthur Maia desferiu duras críticas à condução das políticas de infraestrutura do Governo da Bahia. Em vistoria realizada no Aeroporto de Belmonte, localizado no Extremo Sul do estado, o parlamentar denunciou o estado de abandono do equipamento aeroportuário, cujas operações seguem completamente paralisadas. Exibindo a placa oficial do Estado fixada no canteiro, que estipulava o término das intervenções para julho de 2025, o deputado ressaltou que a gestão de Jerônimo Rodrigues (PT) acumula exatamente um ano de atraso cronológico na entrega da obra neste mês de julho de 2026.
Para Arthur Maia, a paralisação do aeródromo penaliza diretamente o arranjo produtivo regional, asfixiando o turismo de alto padrão e travando a atração de novos negócios e investimentos logísticos em todo o Extremo Sul baiano. O congressista alegou que o travamento da pista decorre de falhas no fluxo de pagamentos por parte do Palácio de Ondina junto às empresas executoras do projeto, resultando na suspensão das atividades de engenharia.
“Eu sempre digo que o Jerônimo não tem respeito pela sua própria palavra. Estou aqui no aeroporto de Belmonte pela terceira vez. Há mais de um ano essa obra aqui do aeroporto foi iniciada, tá aqui o aeroporto interditado. Olha o prazo que tá lá na obra: julho de 2025. O prazo de atraso para a entrega é de apenas um ano. Não pagam o empreiteiro, interditam o aeroporto, enfim, não cumprem absolutamente nada do que prometem. É a cara desse governo incompetente do PT”, disparou o deputado federal.
O parlamentar argumentou que o cenário encontrado em Belmonte reflete um padrão de gestão baseado em anúncios publicitários que não encontram eco na realidade prática vivenciada pelos municípios do interior da Bahia. De acordo com Arthur Maia, o acúmulo de promessas não cumpridas na área de transportes e logística caminha em paralelo com gargalos históricos enfrentados pela população baiana em setores sensíveis, como a fragilidade na segurança pública, a crise no atendimento à saúde, o déficit de vagas na educação e a baixa eficiência na geração de empregos e renda.