Salvador, 11/07/2026 21:20

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“Chega de carta”: Éden Valadares cobra contrato e questiona Flávio Bolsonaro sobre relação com Vorcaro

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Secretário de Comunicação do PT usou documento atribuído a Marco Rubio para criticar a atuação internacional do senador e voltou a pedir esclarecimentos sobre o financiamento de um filme relacionado a Jair Bolsonaro.

Éden Valadares criticou, em publicação no X, a atuação política do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e voltou a cobrar a apresentação de um contrato que, segundo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, comprovaria o caráter comercial de sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.

No perfil em que se identifica como militante do PT Bahia e secretário de Comunicação do PT, Éden associou a cobrança à circulação de uma carta enviada pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, a Flávio Bolsonaro.

O documento, datado de 23 de junho de 2026, agradece uma carta anterior do senador e sua visita recente a Washington. Em um dos trechos, Rubio registra o otimismo demonstrado por Flávio em relação às eleições brasileiras de outubro e menciona a “generosa oferta de colocar uma equipe de transição à nossa disposição, caso seja eleito”.

Para o dirigente petista, a correspondência reforçaria a necessidade de examinar as articulações internacionais conduzidas pela pré-campanha de Flávio.

“Apareceu carta de Rubio agradecendo a Flávio por oferecer participação na equipe de transição e o PIX de bandeja”, escreveu Éden.

A carta não cita o Pix pelo nome, mas inclui os serviços de pagamentos eletrônicos entre os pontos de divergência comercial dos Estados Unidos com o Brasil. A crítica do petista ocorre também depois de Flávio ter defendido, em manifestação enviada ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, uma barreira à integração do Pix com sistemas internacionais não ocidentais.

Éden também fez referência a cartas divulgadas no entorno político da família Bolsonaro e acusou a campanha de tentar deslocar a atenção do debate sobre o Banco Master.

“Só não apareceu o prometido contrato, suposto contrato, improvável contrato que tornaria a relação de Flávio com Vorcaro algo apenas comercial”, declarou.

A cobrança está relacionada às reportagens sobre um acordo de financiamento para um filme dedicado à trajetória de Jair Bolsonaro. A Reuters noticiou a existência de uma proposta de patrocínio privado estimada em US$ 24 milhões. Flávio confirmou que procurou Vorcaro para discutir o projeto, mas afirmou que a operação era estritamente privada e negou a existência de qualquer troca de favores.

Outras reportagens apontaram que parte dos recursos teria sido transferida por intermediários, enquanto a produtora responsável pelo filme negou ter recebido pagamentos diretamente de Vorcaro. Não há, até o momento, comprovação pública de que todo o valor solicitado tenha sido pago.

Na publicação, Éden acusou a pré-campanha adversária de tentar manter a atenção pública concentrada em episódios familiares e correspondências políticas, em vez de responder às dúvidas sobre os recursos.

“Chega de carta. O Brasil quer saber onde está o contrato e aonde foi parar o dinheiro que Flávio Bolsonaro pediu ao Banco Master?”, concluiu.

A manifestação representa a posição política de Éden Valadares. O espaço permanece aberto para que Flávio Bolsonaro, sua assessoria ou os responsáveis pelo projeto cinematográfico apresentem o contrato mencionado e respondam às declarações do dirigente petista.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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