Salvador, 07/07/2026 17:17

Jornalismo ético compromissado com a verdade

Geral

Rui Costa acusa ACM Neto de corrupção após justificativa sobre o Master: “Me parece que a empresa foi aberta pra 2 dias depois receber dinheiro”

Compartilhe:

google-news-follow

Ministro da Casa Civil criticou o sigilo de consultorias do ex-prefeito e explicou como aberturas de empresas logo após mandatos podem mascarar acertos ilícitos.

O ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia, Rui Costa (PT), subiu o tom contra o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), ao comentar as recentes suspeitas envolvendo a relação do opositor com o Banco Master. Durante a entrevista concedida nesta terça-feira (7) à Rádio Baiana FM, o petista rebateu a justificativa de Neto de que os R$ 5 milhões recebidos da instituição seriam fruto de consultorias prestadas em um período em que ele estava sem mandato político.

Para Rui Costa, o argumento utilizado pelo ex-prefeito carece de validade moral e ética. “Esse não pode ser um argumento para alguém apresentar como um grande argumento: ‘Ó, eu não tô no exercício do cargo público’. Porque se fosse assim ficava fácil, né? Alguém é governador, é prefeito, faz o que tem que fazer, diz ‘você acerta comigo depois que eu sair do cargo'”, ironizou o ministro, ilustrando como esquemas de corrupção podem ser mascarados. “Aí depois que eu saio do cargo… ‘não, eu não tô mais no cargo público, eu posso montar uma empresa de consultoria e dois dias depois receber 5 milhões'”, completou.

A troca de farpas esquentou quando os entrevistadores lembraram que ACM Neto admitiu prestar serviços a outros clientes, mas se negou a revelar os nomes alegando confidencialidade contratual. Rui Costa rechaçou a possibilidade de um político que pleiteia cargos majoritários se esconder atrás de sigilo empresarial para não prestar contas à sociedade.

“A pessoa que é candidata a governador, ou seja, tá pretendendo ter um cargo público, não pode divulgar as consultorias que fez? (…) O sigilo pode tá no mérito da minha consultoria, no conteúdo. Agora, se eu fiz ou não um contrato, isso não pode ser sigiloso pra quem quer cargo público”, explicou o ex-governador.

No encerramento do tema, o ministro foi direto e lançou suspeitas sobre a própria existência legal da empresa de ACM Neto. “Se você pleiteia cargo público, me desculpe, você tem que dar satisfação. Esse argumento de que não pode nem divulgar pra quem prestou ou não serviço, tá me parecendo até então, a não ser que prove o contrário, que a empresa foi aberta pra dois dias depois receber o dinheiro do Banco Master”, disparou Rui Costa, defendendo o avanço das apurações do caso.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

Gostou? Compartilhe!

google-news-follow

LEIA TAMBÉM