Em entrevista a rádio, o ex-governador apontou cinismo de adversários políticos e utilizou polêmica envolvendo banco para sugerir autoria de peças contra o senador petista.
O ex-governador da Bahia e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), acusou o grupo político do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), de ser o responsável pela confecção e distribuição de cartazes com ataques ao senador Jaques Wagner (PT). A declaração ocorreu nesta terça-feira (7), durante entrevista concedida à Rádio Baiana FM.
Ao ser questionado se a ação contra Wagner teria sido orquestrada, Rui Costa respondeu afirmativamente e criticou a postura da oposição. “É por isso que eu tô dizendo, eu não gosto de gente com cinismo. É fácil você dizer ‘ah, eu quero paz e amor’ e você manda produzir um monte de cartaz com seu adversário”, afirmou o petista.
Para embasar sua acusação, o ex-governador argumentou que, se os ataques partissem de uma terceira via independente, o próprio ACM Neto também teria sido alvo, em referência à recente associação do ex-prefeito com o Banco Master. “Caberia muito o ACM e Master. Porque até ele já reconheceu. Então, podia ter um monte de cartaz lá ‘ACM e Master’. Por que que não tinha cartaz ACM e Master? Porque nós não mandamos fazer”, pontuou.
Rui concluiu o raciocínio de forma retórica, atribuindo a autoria das peças diretamente ao grupo de Neto. “Se fosse alguém de oposição a eles e a nós, apareceria cartaz dos dois, concorda? (…) Só apareceu de Wagner, então quem que foi que mandou fazer?”, questionou.