Presidente estadual do PL rebateu falas do ministro da Casa Civil durante o 2 de Julho, acusou o petista de incoerência e exigiu respeito à sua trajetória política na Bahia.
O ex-ministro da Cidadania e presidente do PL na Bahia, João Roma, reagiu duramente na manhã desta quinta-feira (2) aos comentários feitos pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), durante o cortejo do 2 de Julho, em Salvador. Mais cedo, o petista havia minimizado as críticas de Roma ao presidente Lula, justificando que o ex-deputado é “pernambucano” e não teria “na sua alma a compreensão” do feriado baiano.
Abordado por jornalistas no circuito da Lapinha, Roma classificou a fala do adversário como ofensiva. “Uma declaração completamente preconceituosa, né? E depois eu queria que ele detalhasse o que é esse espírito, né? E se isso vem embarcado na certidão, como é que é isso”, questionou o líder bolsonarista, destacando sua forte ligação com o estado. “Nós vivemos a Bahia, nós já temos não só uma vivência, uma família constituída, nós estamos completamente sintonizados com os valores que movem o nosso estado”, acrescentou.
João Roma aproveitou o embate para contra-atacar, mirando a narrativa histórica que Rui Costa costuma fazer sobre sua própria trajetória de vida. Para o dirigente do PL, as atitudes atuais do ex-governador contradizem seu discurso. “Ele que se utiliza tanto de uma origem humilde, não é, e tem cada vez mais se colocado como alguém sabor pobre, porque fala uma coisa e faz outra, deveria sobretudo respeitar a origem das pessoas”, disparou.
O ex-ministro encerrou sua resposta defendendo que a avaliação pública deve focar nas realizações práticas de cada político, e não em naturalidade. “Acho que as pessoas têm que ser medidas realmente por suas obras, né? Não por emblemas ou qualquer coisa. [Rui Costa deveria respeitar] a dedicação, o profissionalismo e o que cada um faz de bem para o povo baiano”, concluiu.