Ex-governador afirmou que, ao contrário dos adversários, a gestão petista no estado não condiciona investimentos a alinhamento político.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), minimizou a declaração de apoio do ex-prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (UB), a Flávio Bolsonaro (PL). Durante sua passagem pelas comemorações da Independência da Bahia, nesta quinta-feira (2), o petista afirmou encarar a movimentação partidária com naturalidade.
“O prefeito tem autonomia para decidir em quem ele vai votar, é um desejo dele, é uma opinião dele, sempre votou assim, para mim não é surpresa”, limitou-se a dizer sobre a escolha política de Zé Ronaldo.
No entanto, Rui aproveitou o questionamento para traçar um comparativo entre a forma como o PT e a oposição lidam com os gestores municipais, acusando gestões federais passadas de boicote. “Quando eu fui governador, nem o dinheiro para a UTI eles queriam pagar. Todos os leitos de hospitais que eu abri, eles não credenciaram porque eu era governador da Bahia”, relembrou.
Segundo o ministro, a relação institucional do governo estadual hoje é pautada por critérios técnicos, e não ideológicos. “Mas nós não agimos assim. Nós não perseguimos a população, nós não maltratamos a população porque o prefeito vota ou não vota na gente, é filiado ao partido A, B ou C”, declarou.