Senador do Republicanos optou por não atacar o aliado petista em meio às denúncias de envolvimento em escândalo bancário e defendeu o direito de defesa
O senador Angelo Coronel (REPUBLICANOS) adotou um tom moderado ao ser questionado sobre o escândalo financeiro do Banco Master, que tem respingado nas articulações da base governista baiana, especialmente sobre o também senador Jaques Wagner (PT). Durante um encontro de lideranças da oposição em Salvador, o parlamentar do PSD foi indagado se as denúncias poderiam enfraquecer e “afundar” a campanha petista, mas preferiu não politizar o caso neste momento.
“Olha bem, eu sou muito cauteloso nessa parte, porque todo mundo tem direito ao contraditório”, ponderou Coronel. Em vez de se juntar ao coro de críticas de alguns nomes da oposição, o senador sugeriu calma e defendeu o rito do processo legal antes de qualquer condenação pública. “Vamos ouvir realmente a parte contrária, para eles tentarem se defender”, completou.
Mesmo participando de um evento que marcou uma clara ofensiva política de ACM Neto contra a base governista da qual Wagner é um dos líderes, Coronel se esquivou de tecer julgamentos antecipados sobre o colega de bancada no Senado Federal. “A priori, eu prefiro até não comentar em virtude disso, porque como a lei nos dá direito ao contraditório, vamos aguardar o contraditório do outro lado, que no caso é de Wagner”, encerrou o parlamentar.