Salvador, 01/07/2026 19:33

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Tiago correia acusa PT de requentar promessa de 2013 e lista legados negativos para a Bahia

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Líder da oposição desconstruiu evento governista sobre a ponte, expôs fiasco do ferry-boat e afirmou que números da pesquisa punem governo pela violência, desemprego e analfabetismo

A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) deve assistir a um acirramento do debate após as contundentes declarações do líder da oposição, o deputado estadual Tiago Correia (PSDB). Em entrevista concedida nesta quarta-feira (1º), a reboque do evento de vereadores comandado por ACM Neto (União Brasil) em Salvador, o parlamentar disparou um arsenal de críticas contra a agenda política que reuniu o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O foco do ataque governista foi o anúncio festivo do início da instalação de estacas para a Ponte Salvador-Itaparica, que o tucano desmoralizou como um mero “requentamento” eleitoreiro de uma pauta esgotada.

Puxando pela memória política do estado, Correia lembrou que a ligação viária com a ilha já habitava os discursos petistas como promessa de entrega para o distante ano de 2013, ainda na era do ex-governador Jaques Wagner. Com viés técnico, o líder governamental questionou o verniz oficial do evento, revelando que a prefeitura de Salvador sequer recebeu o projeto executivo da megaobra para análise e licenciamento urbanístico e ambiental. Sem poupar o setor de transporte, o tucano projetou que a máquina estadual tentará ludibriar os baianos mais uma vez com promessas de novos navios para o combalido sistema ferry-boat, compromisso sacramentado ainda na transição governamental e que se arrasta como um calvário diário para a população.

Na leitura do cenário macro, Correia vinculou intimamente a vantagem superior a 10 pontos percentuais de ACM Neto na Paraná Pesquisas à fatura cobrada pelas duas décadas ininterruptas de gestão petista. O deputado desenhou um panorama duro sobre a regressão socioeconômica do estado, lembrando que a Bahia acumula recordes sombrios nos índices que definem a qualidade de vida. “É uma vergonha o governo da Bahia promover um evento como esse por uma ponte que é anunciada há 20 anos. O então governador Jaques Wagner já anunciava a inauguração da ponte para 2013, e nós já estamos em 2026 e novamente temos essa mesma história de estaca inicial da ponte”, disparou.

“É um projeto que ninguém conhece, que não foi dada entrada no município de Salvador e cujas licenças, até onde sabemos, não foram conseguidas. O governo requenta mais uma de suas promessas, assim como deve fazer com os novos ferry-boats, que foram prometidos antes mesmo de Jerônimo tomar posse e ele vai concluir o mandato sem cumprir”, atestou o tucano, antes de bater nos indicadores: “Em relação à pesquisa recente, que aponta ACM Neto com mais de 10% das intenções de voto, isso retrata o que temos visto no interior: um desejo real de mudança. A população não aguenta mais os resultados de 20 anos de PT, que colocou a Bahia com o maior número de analfabetos adultos, uma das piores educações, o estado mais violento e com maior número de desempregados do país, além de cair em competitividade. Não há um único indicador que tenha melhorado; todos regrediram ou pioraram, e a população cansou de promessas”, finalizou Tiago Correia.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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