Salvador, 30/06/2026 12:42

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Zema diz que combate à corrupção será principal bandeira de eventual candidatura à Presidência

andre

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O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta terça-feira (30) que o combate à corrupção será a principal diretriz de um eventual governo federal comandado por ele. Em entrevista à rádio CBN, o mineiro utilizou como argumento o histórico de sua gestão em Minas Gerais, que, segundo ele, transcorreu sem escândalos envolvendo a administração estadual, e voltou a fazer críticas ao cenário político da Bahia e ao governo federal.

Ao comentar a investigação envolvendo o deputado estadual Binho Galinha (PRD), alvo de apurações relacionadas ao crime organizado, Zema disse não ter conhecimento prévio do caso e afirmou que o episódio demonstra a infiltração de organizações criminosas nas instituições públicas.

“Eu realmente não tinha conhecimento desse fato gravíssimo do deputado Galinha e está aí mais uma demonstração de como o crime organizado está se infiltrando nas instituições”, afirmou.

Na sequência, o governador comparou sua administração à realidade baiana, sustentando que Minas Gerais não registrou casos de corrupção durante seus sete anos e meio de governo. Também atribuiu os índices de violência da Bahia à condução das gestões estaduais petistas.

“Como governador de Minas, por sete anos e meio, eu falo que o meu governo foi muito ruim para os meios de comunicação no sentido de gerar notícias, manchetes, já que nós não tivemos nenhum escândalo, nenhuma corrupção, nenhum esquema, situação oposta à da Bahia. E eu lamento muito que o povo baiano tenha tido um governo que fomentou organizações criminosas”, declarou.

Zema também relacionou o desempenho de Minas Gerais nos indicadores de segurança pública ao modelo de gestão adotado por seu governo e criticou o cenário político nacional.

“A Bahia hoje, eu acompanho, está entre um dos estados com a maior taxa de criminalidade do Brasil, e Minas Gerais, que faz divisa, está com uma das menores taxas de criminalidade. Esse exemplo é um exemplo claríssimo, que faz com que a realidade no Brasil hoje seja essa de político rico e povo pobre, Brasília no luxo e o restante do Brasil no lixo. Nós temos de acabar com isso”, disse.

O governador afirmou ainda que pretende adotar uma política de tolerância zero contra irregularidades caso dispute e vença a eleição presidencial de 2026. Segundo ele, investigações devem alcançar qualquer autoridade, independentemente do cargo ocupado.

“Em Minas Gerais, eu fui reeleito em 2022, em primeiro turno, e o mineiro aprovou esse tipo de governo que combate a corrupção acima de tudo. E como presidente, eu vou ter como principal bandeira exatamente essa, combater a corrupção, investigar a fundo e prisão de quem quer que seja. Se é ministro do Supremo, que ele seja detido. Se é ex-presidente, que seja detido. Se é algum parente meu, que inclusive eu não tenho nenhum no governo, que ele também seja detido. O brasileiro está cansado de corrupção”, afirmou.

Ao encerrar a entrevista, Zema citou sucessivos escândalos de corrupção registrados no país nas últimas décadas e afirmou que pretende manter o tema no centro de seu discurso político durante a pré-campanha.

“Nós já tivemos mensalão, já tivemos petrolão, já tivemos mala de dinheiro, já tivemos Lava Jato, estamos tendo agora Banco Master. Será que os nossos filhos e netos vão continuar tendo de conviver com isso? Eu quero acabar com a corrupção como presidente. Em Minas eu acabei, como eu falei, não levei um parente, não teve um escândalo em sete anos e meio. Dá pra fazer certo sim. É só ter coragem e querer. Não esqueçamos do INSS também. Eu vou falar em escândalo e Banco Master. Ainda vou bater nessa”, concluiu.

andre
Jornalista com experiência nas editorias de esporte e política, com passagens pela Premier League Brasil, Varela Net e Prefeitura Municipal de Laje. Apaixonado por esportes e música.

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