O governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta terça-feira (30) que a Bahia foi o estado onde o Banco Master expandiu suas operações e associou esse crescimento à atuação de lideranças do PT no estado. Em entrevista à rádio CBN, Zema também fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), relacionando a política econômica da gestão federal ao aumento do endividamento da população.
Durante a entrevista, Zema afirmou que a Bahia foi o principal ambiente para a expansão do Banco Master e fez acusações contra o empresário Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira. Sem apresentar provas, o governador sugeriu que o crescimento do banco no estado teria contado com influência política de integrantes do PT.
“Realmente a Bahia foi, como você disse, a granja onde o Banco Máster cresceu. Foi aí que o Banco Máster tomou vitamina, tomou hormônio do crescimento e ganhou muita musculatura”, declarou.
Na sequência, o governador afirmou que nunca recebeu Daniel Vorcaro em seu gabinete durante os mais de sete anos à frente do governo mineiro. Segundo ele, sua gestão manteve uma postura de combate à corrupção que teria afastado o empresário de Minas Gerais.
“E lembrando que esse banqueiro bandido, o Daniel Vorcaro, é de Minas Gerais, de Belo Horizonte. (…) Eu nunca tive um encontro com esse senhor. Ele nunca pediu uma agenda comigo, porque ele sabia que em Minas Gerais o meu governo estava lá para combater a corrupção. Eu estava na porta do galinheiro com uma espingarda, e quando isso acontece nenhuma raposa aproxima”, afirmou.
Ainda na entrevista, Zema disse que Vorcaro concentrou suas operações em outros estados e voltou a citar nomes ligados ao PT baiano.
“Ele foi colocar os tentáculos dele em todo o Brasil, inclusive aí na Bahia, onde ele focou muito e, me parece, teve aí uma contribuição muito grande do ex-governador Rui Costa e também do senador Jacques Wagner. Mas em Minas Gerais ele não fez nada, porque o meu governo nunca o recebeu e ele sabia da nossa postura”, declarou.
As declarações ocorrem em meio ao debate nacional sobre as operações do Banco Master e à intensificação do discurso de oposição adotado por Zema, que vem sendo apontado como um dos possíveis candidatos da direita à Presidência da República em 2026.
Ao comentar o cenário econômico, o governador voltou a criticar a política fiscal do governo federal e afirmou que pretende priorizar o controle dos gastos públicos caso dispute o Palácio do Planalto.
“Eu sempre digo que a assombração sabe para quem aparecer. E hoje o brasileiro está aí sofrendo as consequências disso tudo. O dinheiro do brasileiro hoje não vale nada, está todo mundo endividado, está todo mundo apertado por causa dessa gastança do governo Lula e do PT, por causa desses escândalos. Tanto é que a minha grande proposta é acabar com essa gastança para fazer o dinheiro do brasileiro voltar a valer, para a gente virar a chave da prosperidade que o Brasil perdeu”, disse.
