Ex-governador esclarece imbróglios jurídicos do projeto e detalha vantagens na compra dos trens desativados do estado de Mato Grosso.
Alvo constante de cobranças da oposição pelo tempo de paralisação dos trens no Subúrbio Ferroviário, o projeto do VLT de Salvador teve seus percalços justificados publicamente pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT). Durante a inauguração da Estação Calçada nesta quarta-feira (17), o ex-governador culpou a pandemia e a quebra de contrato do consórcio vencedor pela demora no início das intervenções.
“O início da obra estava marcado para 2020, quando ocorreu a pandemia. E aí, como quem ganhou aqui foi um consórcio, uma empresa brasileira com a empresa chinesa, a China ficou fechada dois anos, o contrato entrou em default, e o Governo do Estado relicitou”, explicou Rui Costa, que governava a Bahia na época.
O ministro defendeu a manobra feita já na gestão de Jerônimo Rodrigues (PT) para adquirir os trens abandonados do VLT de Cuiabá, no Mato Grosso. Segundo Rui, ele próprio já havia tentado a compra antes de deixar o mandato, mas esbarrou em cálculos eleitorais do governo mato-grossense.
A articulação final, costurada com o Tribunal de Contas da União (TCU), garantiu velocidade. “Esses equipamentos que nós compramos, compramos por uma vantagem muito grande de preço, além da vantagem do prazo de entrega. Porque um trem novo desse não seria entregue antes de dois anos e meio a três anos com esse volume de entrega”, assegurou o ministro.
