Prefeito de Água Fria elogia intervenção do Ministério Público baiano e afirma que teto fiscal não inviabiliza a contratação de atrações competitivas para o “São João Forró da Feira”.
O prefeito de Água Fria, Renan de Ziza, defendeu de forma contundente o estabelecimento de regras rígidas de controle e fiscalização para o mercado de shows públicos na Bahia. O pronunciamento ocorreu nesta terça-feira (16 de junho de 2026), na sede do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), em Salvador, durante a solenidade de entrega do Selo Transparência do Painel dos Festejos Juninos, honraria que chancela a lisura e a responsabilidade fiscal do município do Portal do Sertão.
Em entrevista concedida à imprensa, o gestor relatou distorções severas e abusivas nos valores cobrados por artistas de renome nacional e elogiou a intervenção preventiva dos órgãos de fiscalização externa para proteger o erário. Ao abordar a organização do “São João Forró da Feira”, evento tradicional realizado aos domingos na cidade, Renan de Ziza assegurou que o teto fiscal recomendado pelo MP-BA e pelos Tribunais de Contas (TCE e TCM) não inviabiliza a montagem de grades competitivas e atraentes, desde que haja planejamento estratégico por parte das equipes técnicas.
“Sim, é possível, e está aí a prova. Nós ajustamos dentro do entendimento do Ministério Público. Estamos fazendo lá o São João Forró da Feira todo domingo. Para a festa grande, levamos o Juarez Vaqueiro, vai ter Clessinha e outros nomes de renome, mas com valor ajustável. Realmente precisava desse ajuste, estava extrapolando os limites. Não é que não se deve ter aumento, mas tem que ter regras para o aumento. Não dá para uma banda que se pagava R$ 400 mil passar para R$ 900 mil do dia para a noite”, disparou o chefe do Executivo.
O prefeito ilustrou o cenário inflacionário com um exemplo real enfrentado pela sua própria administração, revelando o comportamento predatório de mercado por parte de produções artísticas de grande apelo popular. “Eu contratei um cantor famoso há pouco tempo por R$ 350 mil e esse mesmo cantor agora está cobrando R$ 1 milhão e 300 mil. Inclusive, não foi tocar no nosso evento por isso. É um cantor conhecido, em final de carreira, que em vez de baixar o valor, quadruplicou. Essa ação do MP-BA foi importante e vai trazer benefícios reais para os cofres públicos”, concluiu Renan de Ziza.