Salvador, 12/07/2026 11:03

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Integração curricular: Especialista defende união entre as alfabetizações em língua portuguesa e matemática na infância

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Proposta apresentada pela diretora do Instituto Reúna em Salvador busca reformular políticas públicas para priorizar o raciocínio lógico desde os primeiros anos escolares, integrando competências essenciais.

As políticas públicas voltadas à infância precisam reposicionar a matemática como um pilar prioritário e indissociável da leitura e da escrita desde os primeiros anos escolares. Essa foi a principal tese defendida por Kátia Smole, diretora do Instituto Reúna e autoridade nacional no setor, nesta terça-feira (9), em Salvador. A especialista detalhou sua visão em entrevista ao Classe Política durante o Encontro Territorial do Movimento Bahia pela Educação, evento que reuniu prefeitos, secretários municipais e lideranças educacionais de múltiplas regiões baianas.

De acordo com a palestrante, o conceito tradicional de alfabetização necessita de uma expansão urgente. Para ela, o desenvolvimento pleno da criança não se limita à decodificação e produção de textos literários, mas engloba obrigatoriamente a sedimentação de estruturas numéricas e lógicas fundamentais.

“O Movimento Bahia pela Educação inova ao considerar que estar alfabetizado não é apenas saber ler e escrever, mas saber matemática também. A alfabetização matemática precisa acontecer junto com a alfabetização em língua portuguesa”, afirmou.

Durante a programação, Kátia compartilhou evidências científicas que rompem com o senso comum corporativo da área educacional. Os dados apresentados comprovam que o estímulo ao raciocínio lógico nos anos iniciais atua como um acelerador das habilidades de leitura e escrita, funcionando como um alicerce para o sucesso em toda a vida escolar.

“Costuma-se pensar que primeiro se alfabetiza em língua portuguesa e depois em matemática. As pesquisas mostram justamente o contrário: quando as crianças aprendem matemática desde cedo, isso fortalece também o processo de alfabetização em língua portuguesa”, explicou.

A diretora enfatizou que os estudantes já interagem e interpretam o mundo de forma quantitativa antes mesmo de ingressarem no ensino regular. Diante disso, a instituição de ensino assume a responsabilidade técnica de lapidar e sistematizar esse conhecimento prévio.

“As crianças já pensam matematicamente antes de chegar à escola. O papel da educação é desenvolver esse pensamento, ampliar suas capacidades e ensinar as diferentes formas de leitura e escrita próprias da matemática”, destacou.

A reestruturação curricular proposta por Smole surge como um mecanismo estratégico crucial para elevar o patamar das avaliações nacionais de desempenho. Na visão da especialista, centralizar a matemática nas agendas de alfabetização é uma ferramenta indispensável para combater as históricas lacunas socioeconômicas e assimetrias de aprendizado no Brasil.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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