Em Senhor do Bonfim, governador revelou bastidores do acordo de estadualização, pediu que a imprensa ‘não jogue pimenta’ na transição e elogiou a postura firme de parlamentares.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), encerrou sua rodada de avaliações em Senhor do Bonfim comentando a importância do equilíbrio de forças entre os poderes Executivo e Legislativo nas esferas estadual e municipal. Falando ao vivo para o Jornal Canal Aberto, o governador relatou os arranjos de bastidores operados com deputados governistas e prefeituras de oposição para assegurar a estadualização do hospital regional sem rupturas institucionais. O gestor elogiou o papel fiscalizador das Casas Legislativas e brincou sobre o fardo de cobranças diárias que recebe de aliados e opositores para liberar emendas e obras.
O governador pediu que o foco da opinião pública permaneça nos benefícios de saúde gerados pelo hospital, afastando especulações sobre intrigas políticas locais. Jerônimo Rodrigues defendeu a maturidade da cooperação ao expor que “Niltinho também ajudou a gente a mediar esse, esse interesse de não ter assim… Olhe, o prefeito quer isso, não vai rodar, vai desmanchar o acordo; a Câmara quer isso, o governador quer aquilo, a secretária… Não teve. Sentamos à mesa com todas as mãos (…) a fotografia é essa. Não bote pilha, não bote pimenta demais no tempero não que estraga. Aqui tem uma imagem que é a imagem que nós queremos dar garantia de que esse hospital vai salvar vidas”.
O gestor concluiu sua participação demonstrando respeito pelo papel institucional dos parlamentares que batem às portas do palácio em busca de verbas, ressaltando que a pressão faz parte da rotina pública. O chefe do Executivo descontraiu a bancada ao avaliar o ímpeto das bancadas de vereadores, afirmando que “eu saí com um fardo de pedido de vereador, porque vereador pede, vamos falar a verdade, viu? Vereador e deputado os bichos não têm pena de nós não, mas é o papel deles, é o lugar deles reivindicar, pedir, porque lá na ponta o cara tá batendo na porta dele, é verdade. Então é isso, irmão”.