Chefe do Executivo estadual afirmou que tratamentos de câncer e cardiologia assumidos pelo Estado consolidam o município como um polo de saúde no interior baiano.
Em sua manifestação na Rádio Caraíba FM, em Senhor do Bonfim, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) apontou as consequências de segunda ordem causadas pelo aporte de novas especialidades médicas na rede pública regional. O chefe do Executivo explicou as limitações orçamentárias que impedem administrações municipais de arcarem com procedimentos de alta complexidade e justificou a intervenção do Estado como uma medida de socorro financeiro e técnico. O gestor destacou que a reunião de múltiplos complexos de atendimento transformará a infraestrutura da cidade em um motor de desenvolvimento regional.
O governador argumentou que o tratamento de patologias graves exige um patamar de investimento incompatível com as receitas tributárias das prefeituras do interior. Jerônimo Rodrigues esclareceu as competências federativas na área de saúde ao declarar que “o município não tem a competência legal de fazer alguns tipos de tratamento, exemplo de câncer, de coração, isso o município não faz. Se ele quiser fazer ele faz, mas é muito caro, castiga muito eh e agora com essa chegada do, do, do estado segurando o hospital, vamos ter serviços de alta complexidade”.
O gestor concluiu sua exposição enumerando o portfólio de equipamentos que passarão a operar de forma integrada no município, atraindo pacientes de todo o norte baiano e movimentando o comércio local. O governador celebrou a consolidação do novo polo de atendimento no interior, asseverando que “Senhor do Bonfim passa a ser agora ainda mais forte um polo de saúde. Nós temos uma policlínica, nós temos hospital estadual, temos UPA, vamos ter, vamos ter CAPS, vamos ter um CER, que é um centro de reabilitação (…) então é um conjunto de equipamentos que vai dar a, ao município de Senhor do Bonfim a capacidade de dinamizar a economia através da saúde”.