Parlamentar baiano citou a crise das filas de regulação nas UPAs e os índices de violência diária para exigir que o governador preste contas em debates públicos.
A crise estrutural na segurança pública e no sistema de saúde da Bahia foi o tema central do duro posicionamento adotado pelo deputado federal Márcio Marinho (Republicanos) nesta quarta-feira, 3 de junho de 2026, em Salvador, Bahia. Sabatinado na rádio CBN Bahia pelos jornalistas André Spínola, Fernanda Cruz e Evilásio Jr., o presidente estadual da legenda afirmou que a gravidade da situação social obriga o governador Jerônimo Rodrigues a comparecer aos debates eleitorais para apresentar justificativas concretas aos eleitores.
No setor da saúde, Marinho detalhou a falha de gestão no sistema de regulação, destacando o sofrimento das famílias que aguardam por atendimento médico emergencial nas Unidades de Pronto Atendimento. “O governador em 2022 prometeu que acabaria com a fila da regulação. Não acabou. A todo momento vocês recebem aqui pedido de pessoas querendo que haja uma intervenção da rádio junto à Secretaria de Saúde”, enfatizou o parlamentar, acrescentando que há cidadãos retidos por até quinze dias nas UPAs sob severo risco de vida.
O deputado, que concilia a carreira política com suas funções eclesiásticas de bispo e pastor, também cobrou explicações sobre a escalada da violência urbana no estado, mencionando a ocorrência diária de homicídios e o trágico acidente de trânsito recente que vitimou dezesseis pessoas de uma mesma família. “Se ele não for, é um desrespeito à população baiana. É importante que ele vá. Veja, existe a liturgia do cargo. Ele é o que comanda, ele é o síndico da Bahia. Ele precisa prestar conta do que ele fez durante 4 anos”, concluiu Márcio Marinho.
