Liderança baiana reconhece fragmentação histórica do partido e afirma que o diretório estadual se mantém firme na base governista de Jerônimo Rodrigues.
Em Salvador, nesta sexta-feira, dia 29 de maio de 2026, o emedebista Lúcio Vieira Lima detalhou a correlação de forças interna do MDB e confirmou a consolidação do diretório baiano na base de apoio ao Palácio do Planalto. Questionado sobre a ausência de uma definição oficial unificada por parte da executiva nacional do partido, o ex-deputado explicou que a autonomia regional é uma característica histórica da legenda, moldada pela influência de antigas chefias estaduais. Vieira Lima contextualizou o racha partidário traçando um paralelo direto com o cenário de polarização do próprio país: “da mesma forma que o Brasil está dividido, o MDB também está dividido. Você tem a ala do Sul, que é uma ala mais ligada a ACM Neto, tanto que apoia o Bolsonaro, a ala do MDB do Sul. E tem a ala do Nordeste, que é ligada a Lula, ligada a Wagner, a Jerônimo, que apoia a reeleição do presidente Lula”.
Para o articulador político, a legitimidade do projeto governista na Bahia na área de segurança pública é chancelada inclusive por figuras técnicas que integraram a oposição, mencionando as declarações recentes do Coronel Sturaro. Lúcio ressaltou que o reconhecimento vindo do campo adversário traz estabilidade para a gestão estadual: “fico tranquilo, porque quem entende de segurança do lado de lá está elogiando a segurança que é praticada do lado de cá”. O emedebista concluiu que o eleitorado baiano percebe o empenho do governador Jerônimo Rodrigues em investir no setor, o que garante a solidez da aliança partidária regional.
