Foto: Max Haack
O presidente do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado, João Roma, criticou as declarações do ex-governador e ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT), feitas nesta quarta-feira (27), em Ilhéus, quando ameaçou veículos de comunicação e radialistas que façam críticas ao grupo governista. Para Roma, as falas revelam uma postura autoritária incompatível com a democracia.
“Rui Costa não consegue conviver com o contraditório. Quando alguém o critica, sua reação não é responder com argumentos ou resultados, mas tentar intimidar, perseguir e silenciar. Foi assim durante o período em que governou a Bahia e agora ele volta a demonstrar sua face autoritária e antidemocrática”, afirmou.
Segundo Roma, é preocupante que um ex-governador e ex-ministro de Estado trate críticas jornalísticas como se fossem ataques pessoais ou infrações políticas. “Rui quer transformar qualquer crítica em propaganda eleitoral antecipada. Pela lógica dele, jornalista não pode questionar obras atrasadas, não pode cobrar promessas não cumpridas, não pode lembrar escândalos que marcaram sua gestão. Isso não é democracia. Isso é tentativa de intimidação”, declarou.
O ex-ministro da Cidadania questionou se fatos amplamente conhecidos da gestão petista também passariam a ser alvo de represálias. “Se lembrar a demora de obras prometidas há anos, estará cometendo algum crime? Se recordar que a duplicação da Ilhéus-Itabuna continua sendo uma promessa frustrada, terá o programa monitorado pelo governo? O problema de Rui Costa parece ser com a realidade dos fatos”, afirmou.
Para João Roma, as declarações revelam uma visão de poder incompatível com a liberdade de imprensa. “Uma imprensa livre existe justamente para fiscalizar governos, questionar autoridades e informar a população. Quem se incomoda com perguntas, críticas e cobranças demonstra não compreender o papel da imprensa numa democracia”, salientou.
Roma também associou as declarações ao que considera uma tentativa recorrente da esquerda de ampliar mecanismos de controle sobre a liberdade de expressão.
“Há algum tempo setores do PT tentam justificar medidas de controle sob diversos pretextos. Falam em regulação, falam em combate à desinformação, mas frequentemente o alvo acaba sendo quem pensa diferente ou faz críticas ao governo. Agora querem transformar até a atividade jornalística em motivo de suspeita”, declarou.
