Presidente da UPB afirmou, durante a Marcha dos Prefeitos, que municípios de menor receita precisam de tratamento diferenciado do governo federal
O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso (PSB), defendeu nesta terça-feira (19), em Brasília, a ampliação de recursos para municípios de menor receita e a redução da alíquota paga pelas prefeituras, durante a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.
Em entrevista ao Política Ao Ponto, Wilson afirmou que a mobilização dos prefeitos baianos na capital federal busca pressionar por medidas que deem mais fôlego financeiro às administrações municipais.
“Todo mundo chegou aqui com a vontade de trabalhar, de fazer a defesa do seu município por mais recursos”, afirmou.
O presidente da UPB disse que prefeitos, vereadores e entidades municipalistas estão articulados em torno da pauta, que também vem sendo discutida no Senado.
“Ontem nós tivemos reuniões com senadores, tivemos reuniões técnicas sobre a redução da alíquota no Senado. É uma luta de todos os prefeitos, prefeitas, das entidades do Brasil, da UPB, das outras entidades municipalistas”, declarou.
Wilson também afirmou que os pequenos municípios são os principais responsáveis pela força da Marcha dos Prefeitos e cobrou um olhar diferenciado do governo federal.
“Os pequenos municípios é que fazem a marcha. É que traz os recursos inclusive nas suas inscrições, é que traz o recurso para que essa marcha aconteça. Então tem que ter cada vez mais um olhar do governo federal diferenciado para aqueles municípios de pequenas receitas”, disse.
Segundo o prefeito de Andaraí, a redução da alíquota deve seguir uma lógica de justiça fiscal, permitindo que municípios com menor capacidade de arrecadação paguem menos.
“Aquele município de receita per capita líquida pequena vai pagar menos. Aquele que tem uma receitinha um pouquinho maior vai pagar mais um pouquinho, que aí você faz justiça fiscal e faz com que os municípios pequenos se desenvolvam”, afirmou.
Para Wilson, a medida permitiria ampliar investimentos em áreas essenciais.
“Vai sobrar mais dinheiro para a educação, para a saúde. Menos imposto para os municípios, mais desenvolvimento”, completou.
