Em evento do Programa de Governo Participativo em Feira de Santana, o secretário estadual de Relações Institucionais garantiu a unidade da base aliada no Legislativo e reforçou que o grupo governista atua focado na transformação social, sem projetos personalistas.
O secretário de Relações Institucionais da Bahia, Adolpho Loyola, aproveitou a Grande Plenária Territorial do Programa de Governo Participativo (PGP) 2026, realizada na manhã deste sábado (9) em Feira de Santana, para dissipar rumores de crise com a base aliada na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) e reafirmar a identidade do projeto político liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues.
Questionado sobre a tramitação de matérias do Executivo e a recente ausência de parlamentares em votações, Loyola minimizou o episódio e assegurou que o governo estadual mantém forte alinhamento com sua bancada. O secretário esclareceu, ainda, que o projeto atualmente em pauta no Legislativo trata de uma operação voltada à infraestrutura, e não de um endividamento direto do Estado. “Primeiro, não é um empréstimo. Nós estamos avalizando uma operação de crédito que a empresa vai fazer junto à Caixa. Então, é mais investimento para a Bahia na área de saneamento”, explicou.
Sobre a flutuação de quórum, ele ponderou que o calendário eleitoral tem influenciado diretamente a dinâmica na Casa. “A bancada foi por dois deputados. Foi uma dispersão, mas a gente está conversando. Semana que vem não deve ter votação, porque os deputados também estão em campanha, mas na outra semana vamos colocar toda a nossa bancada lá”, declarou. Loyola frisou o compromisso dos deputados com as pautas governistas: “Tem outras operações e projetos de lei que beneficiam a sociedade. Nossa bancada estará lá, sem nenhum problema”.
Projeto Coletivo vs. Personalismo
Durante o ato de mobilização em Feira de Santana, Loyola também fez questão de demarcar a base ideológica da atual gestão. O titular da Serin enfatizou que a sustentação do governo se dá por um plano estruturado e contínuo, focado na população. “Nós não temos um projeto personalista que é uma pessoa. Isso aqui é um projeto que muda a vida dos baianos”, cravou.
O secretário destacou a coerência histórica e social do seu grupo político ao longo das últimas gestões estaduais. “Nós nunca mudamos de lado. Sempre soubemos de onde estamos e quem apoiamos. Sempre estivemos do lado da vida. Vamos continuar do lado que governa para os mais pobres, do lado que governa para todos e todas, sem deixar ninguém de fora”, disse, concluindo de forma contundente: “Nós temos projeto político. Eu não tenho lado nenhum”.
PGP como “Tecnologia” Social
A engrenagem que fundamenta esse projeto político, segundo Loyola, é justamente o Programa de Governo Participativo. Ele classificou o processo de escuta nos 27 territórios de identidade como o grande pilar do planejamento do Executivo e lembrou que a metodologia foi inaugurada há uma década. “Essa tecnologia, vou chamar assim, de Plano de Governo Participativo, foi concebida em 2014, do então candidato Rui Costa, que coordenou esse processo. Jerônimo também participou dessa coordenação”, recordou.
Para o secretário, os encontros que estão ocorrendo no interior reafirmam o compromisso de traduzir a vontade popular em ações práticas. “É uma forma de ouvir a sociedade, os setores produtivos, os movimentos sociais, todos e todas, para que possamos construir o nosso plano de governo”, ressaltou. “A ideia é colocar os anseios da sociedade, de todos os territórios e regiões, no papel e nos comprometer a executar isso durante o governo”, finalizou Loyola.
