Salvador, 04/05/2026 18:59

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Marta Rodrigues aponta falhas em projeto de segurança e cobra inclusão de recortes sociais em Salvador

Foto: PAOP
edvaldo

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A vereadora de Salvador Marta Rodrigues (PT) fez críticas ao projeto de política municipal de segurança pública enviado pela Prefeitura à Câmara Municipal. Segundo a parlamentar, a proposta apresenta problemas jurídicos e deixa de contemplar aspectos essenciais da realidade social da capital baiana.

Em declaração à imprensa nesta segunda-feira (4), Marta informou que a bancada de oposição apresentou 11 emendas ao texto, com o objetivo de corrigir lacunas e aproximar o conteúdo das demandas da população, especialmente de grupos mais vulneráveis.

“Salvador é uma cidade de maioria negra e o plano não aborda essa temática. A comissão da mulher também não foi ouvida, sendo que as mulheres são as que mais sofrem violências no transporte público e nos postos de saúde. Ouvimos motoristas de aplicativos que são violentados a todo momento e o plano não contempla isso”, detalhou a vereadora.

A parlamentar também questionou a forma como o projeto foi elaborado, afirmando que houve pouca escuta social e participação popular, sobretudo nas regiões periféricas. Para ela, a pressa na construção do texto comprometeu sua qualidade e pode abrir espaço para questionamentos legais.

“O texto foi produzido com tanta velocidade que tem inconsistências jurídicas. Além disso, só tem duas representações da sociedade civil. Onde estão os pesquisadores, as universidades, o movimento negro, de mulheres e LGBTQIA+? E a maioria das cadeiras é indicada pelo prefeito. O prefeito não pode indicar quem vai compor”, disparou a parlamentar.

Marta Rodrigues defendeu que o papel do município na segurança pública deve priorizar ações preventivas e sociais, em vez de focar apenas em medidas de repressão. Ela destacou áreas como iluminação, transporte, saúde e geração de emprego como fundamentais nesse processo.

“O debate em Salvador não é do policiamento ostensivo; o município tem que fazer reparações, cuidar da iluminação, da saúde e do desemprego. Por isso, nossas 11 emendas são para aperfeiçoar o texto. Fizemos um apelo ao presidente para que possamos justificar cada emenda na comissão conjunta e convencer os colegas da sua importância”, concluiu.

edvaldo
Jornalista. Formado pela UCSal, atua nas editorias de política e cultura. Tem passagens pelo A TARDE, Bnews, Rádio Sociedade da Bahia e outros veículos, baianos e nacionais.

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