O vereador Cláudio Tinoco (União Brasil) rebateu nesta segunda-feira (16) as declarações do deputado estadual Marcelino Galo (PT) sobre a relação entre a Prefeitura de Salvador e o Banco Master.
Tinoco contestou a tentativa do petista de equiparar os decretos municipais às operações estaduais, afirmando que os casos são distintos e cobrando esclarecimentos sobre o que chamou de “caixa-preta” do governo de Jerônimo Rodrigues (PT).
“Eu aprendi na minha vida a separar o joio do trigo. E o joio está com o PT. O decreto do governador Rui Costa é muito claro no sentido de garantir uma exclusividade ao Banco Master”, disparou o vereador.
Ele questionou a justificativa de que os mais de 200 pagamentos realizados pelo Estado ao banco — que somam cerca de R$ 49 milhões entre 2023 e 2026 — teriam sido feitos apenas por solicitação de servidores para antecipação de precatórios do Fundef. Tinoco também cobrou esclarecimentos sobre a participação da APLB-Sindicato no processo e criticou a continuidade dos repasses mesmo após crises envolvendo a instituição financeira.
“A gente viu pagamentos de R$ 3,3 milhões por mês ainda em 2026. Uma conversa muito estranha e esse gorgulho precisa ser esclarecido”, pontuou, destacando que, segundo ele, a consignação feita pela Prefeitura de Salvador ocorre sem exclusividade e com transparência.
O parlamentar também atacou denúncias sobre pagamentos do Banco Master a empresas ligadas a familiares de membros do governo estadual e ironizou a postura de Marcelino Galo diante de suspeitas de favorecimento.
“Não adianta ficar cantando de galo, porque nesse terreiro do PT ainda vai aparecer muita coisa ruim. O deputado Marcelino Galo aprova o pagamento de mais de R$ 30 milhões para uma floricultura, pelo Banco Master, de uma parente de um secretário de Estado?”, provocou.
Ao finalizar, Cláudio Tinoco afirmou que o embate está longe do fim e que a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) terá papel essencial na investigação dos fatos. Ele reforçou que a defesa da Prefeitura de Salvador é baseada em dados públicos e auditáveis, enquanto o governo do PT estaria tentando “manchar a imagem” da oposição. “Vai ter muito trabalho na Assembleia Legislativa, então fica aqui o nosso registro sobre todos esses fatos”, concluiu.
