O deputado federal Claudio Cajado (PP) disse que é certa a federação entre PP e União Brasil, mas apontou os entraves na Bahia principalmente sobre a relação dos deputados estaduais que pretendem permanecer no governo estadual, na base de apoio do governador Jerônimo Rodrigues (PT). O parlamentar esteve hoje no lançamento das obras dos Hospital Octávio Mangabeira.
“As conversas foram iniciadas nesse ano e, objetivamente, ainda falta um momento importante, juridicamente falando, que é a homologação pelas convenções nacionais dos dois partidos para que a federação vigore. Então, enquanto não houver uma convocação da executiva nacional do Partido Progressista e da União Brasil para poder, através do voto da maioria dos seus membros, poder homologar essa federação, ela fica apenas como um anúncio. Se você me perguntar: mas isso vai ocorrer? Acredito que sim. Porque do ponto de vista eleitoral há um ganho muito grande de sinergia”, disse o deputado federal.
“No caso da Bahia especificamente, os membros do Partido Progressista têm muitos votos a mais do que os, eu falo dos estaduais, basicamente, em relação aos deputados estaduais da União Brasil. Os federais é a mesma coisa. Mas, do ponto de vista político, existe um problema, porque muitos estaduais desejam ficar com o governo. E a possibilidade de nós construirmos um entendimento ainda não está na mesa. Vai depender, primeiro, que o partido se reúna, a executiva do partido possa discutir essa questão, que ainda não foi chamada para deliberar, nem conversar, e também da parte do governo. O fato é que, homologada a federação, o partido fica, diante do critério adotado pelos dois partidos, com quem tem maior número de deputados federais. Então no caso a presidência da federação na Bahia, homologada a federação pelas convenções nacionais ficará com o grupo do ex-prefeito ACM Neto porque [o União Brasil] tem seis federais e nós do PP tem quatro. Com a saída de Neto Carletto para o Avante, ficamos com três”, disse o parlamentar.
Claudio Cajado disse, porém, que não deve deixar o Progressistas e que tem posição de independência tanto em relação ao governo estadual quanto ao federal.
“Eu não sou base do governo, eu sou independente, tanto aqui no Estado quanto em Brasília, Mas eu tenho uma boa relação com o governador. Eu não tenho muita participação a nível de presença nas secretarias do Estado. Tive a única vez uma secretária de Saúde para tratar do Hospital de Baixa Grande, mas eu confesso que a relação com o governador é muito boa. O governador é muito atencioso, eu estou aqui em função da presença dele, do Ministro da Saúde, então eu faço uma relação de constituir benefícios para o Estado da Bahia e pelos município que eu realmente represento em Brasília”, disse Cajado.
“Então essa possibilidade de sair do partido ela não é tão fácil porque eu tive ao longo dos meus oito mandatos de deputado federal uma representatividade muito forte no PP. Eu consegui ser, através dos nossos líderes do partido, o relator do arcabouço fiscal. Foi a lei mais importante há dois anos atrás. Fui o relator da reforma tributária no ano passado. Então, apesar de ter tido uma longevidade no PFL e no Democratas, eu tive o exercício pleno do meu mandato como eu tive no PP. E lá é um partido grande. Com a União Brasil, a federação, ele será um dos maiores partidos do país. Então, o espaço que você tem para exercer no seu mandato funções importantes dentro do partido e da federação é muito maior do que outros partidos. Então eu acredito que essa possibilidade não está descartada, mas é muito pouco provável”, cravou o deputado federal.
