Candidato ao Senado defende leis mais duras e políticas de proteção e autonomia feminina
O candidato ao Senado João Roma (PL-BA) afirmou que pretende defender medidas mais rígidas contra a criminalidade e políticas de proteção às mulheres caso seja eleito. Em entrevista ao Jornal do Meio Dia, da Lidder FM de Irecê, o ex-ministro também criticou a condução da segurança pública na Bahia e apresentou propostas para ampliar a autonomia financeira de mulheres vítimas de violência.
Ao responder sobre as ações que pretende levar ao Senado, Roma afirmou que o mandato deve atuar tanto na criação de leis quanto na destinação de recursos para o combate à criminalidade.
“Como senador nós podemos propor leis mais duras e também conseguir recursos para que a nossa política possa agir. Como senador vou defender também o Fundo Estadual de Segurança Pública, para que a gente possa utilizar o dinheiro que é confiscado do crime para trabalhar contra o crime, inclusive devolver parte do que foi tirado da sociedade”, afirmou.
Segundo Roma, o combate à violência contra a mulher também exige articulação entre União, Estado e municípios. Ele defendeu uma atuação integrada com o governo estadual e citou uma proposta de criação de renda para mulheres em situação de vulnerabilidade.
“É fundamental que a gente possa ter uma sintonia com o governo do Estado. Eu tenho muita confiança na eleição da Semnet para o governo do Estado da Bahia, pois sei que no seu projeto de governo estão políticas decisivas para justamente evitar muitas vezes a situação de violência que muitas vezes as mulheres baianas são submetidas”, declarou.
O candidato afirmou que a dependência financeira pode dificultar o rompimento de ciclos de violência doméstica e citou uma proposta de benefício para mulheres nessa situação.
“Às vezes o agressor está dentro de casa e às vezes há uma dependência dentro dessa família. Então a ACM Neto já colocou lá para criar um programa para viabilizar uma renda para que essas mulheres possam ter independência, possam ter proteções do Estado em relação a isso”, disse.
Críticas à segurança pública
Roma também defendeu uma mudança na condução da segurança pública no estado e afirmou que o governador deve assumir diretamente a responsabilidade pela área.
“Precisamos de um governador que chame para si a responsabilidade da segurança pública no estado da Bahia. O que se percebe hoje com clareza é que você não tem uma condução que dê respaldo para os nossos valorosos policiais estarem trabalhando no estado da Bahia”, afirmou.
Na avaliação do candidato, o avanço da criminalidade também gera impactos econômicos para a população. Roma citou o preço dos seguros de veículos como exemplo.
“Se um cidadão pesquisar agora numa empresa de seguradora, por exemplo, quiser fazer o seguro do seu veículo, se ele colocar o CEP de Salvador e, na mesma cotação, colocar o CEP da cidade de Goiânia, no estado de Goiás, a diferença de preço é de aproximadamente 70%”, declarou.
Para Roma, o impacto da violência ultrapassa a questão da segurança e chega ao orçamento das famílias e à economia.
“Aí fica o custo, por exemplo, da segurança pública dentro do bolso do cidadão no estado da Bahia. Isso, além de trazer o terror, o medo nas famílias, também abala a nossa economia”, afirmou.
Ao concluir, o candidato vinculou as propostas ao projeto eleitoral defendido pelo grupo oposicionista na Bahia.
“É por isso que a gente precisa mudar. A mudança tem nome: é a ACM Neto, governador 44, João Roma, senador número 222”, concluiu.