O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, alertou nesta segunda-feira (22) sobre os impactos financeiros que a aprovação do piso nacional da enfermagem pode causar nas prefeituras. Segundo ele, o Congresso aprovou a medida sem que o Governo Federal, inicialmente, indicasse uma fonte de recursos para custear os novos salários.
“Não somos contra o piso. O problema é que o dinheiro não nasce em árvore. É preciso garantir o pagamento. Hoje há uma crise envolvendo enfermeiros e técnicos de enfermagem, mas, com a atuação da CNM e da Confederação das Santas Casas, conseguimos que o governo federal destinasse recursos. Agora, estão sendo previstos R$ 11 bilhões, mas ainda há incertezas sobre como esse valor chegará aos municípios e hospitais”, explicou Ziulkoski, durante a abertura do Conexão CNM, no Centro de Convenções de Salvador.
Ele também destacou que, apesar de essencial, a medida pode sobrecarregar as administrações locais, especialmente com a possível redução da carga horária de 40 para 30 horas para cerca de 500 mil profissionais de enfermagem.
“Se isso for aprovado sem articulação, pode comprometer a estrutura federativa e a sustentabilidade dos municípios. Precisamos de uma mobilização forte para que o piso seja aplicado sem comprometer a gestão local”, defendeu.
O Conexão CNM é um evento imersivo voltado à capacitação e atualização de prefeitos e equipes municipais, promovido pela Confederação Nacional de Municípios, com apoio da União dos Municípios da Bahia (UPB).
