Em entrevista à Band Bahia, prefeito de Feira de Santana detalhou bastidores do diálogo com o ex-governador em 2022 e afirmou que colocou o projeto coletivo acima de mágoas pessoais.
O prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), detalhou os bastidores da conversa reservada que manteve com o atual ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), em 2022, após ter sido preterido na composição da chapa majoritária encabeçada por ACM Neto (União Brasil) ao Governo da Bahia. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Giro Baiano, da Band Bahia, na manhã desta segunda-feira (10).
Segundo o gestor feirense, o encontro ocorreu a pedido do próprio líder petista, que insistiu em contatos telefônicos diários até que a reunião fosse agendada para o domingo seguinte à convenção partidária. A conversa presencial aconteceu no escritório de advocacia de seu genro, localizado na Avenida Tancredo Neves, em Salvador.
“Sentamos, conversamos, uma conversa normal de dois homens, quando ele me convidou para que eu pudesse apoiar Jerônimo”, revelou José Ronaldo. Ele pontuou que decidiu expor o teor da reunião reservada após as declarações públicas prévias de Rui Costa sobre o episódio.
Apesar do convite para integrar a base governista, o prefeito optou por recusar a investida após declinar da proposta por telefone na terça-feira subsequente. José Ronaldo afirmou que preferiu conter a “mágoa e a contrariedade pessoal” do momento a rasgar sua trajetória de fidelidade partidária.
“Eu não ia colocar o meu interesse pessoal acima daquele que eu entendia que era melhor para a Bahia. Se eu entendia que Neto era o melhor para a Bahia, eu continuava entendendo que Neto era o melhor. A minha vontade pessoal não alteraria a minha vontade coletiva”, concluiu o gestor, reiterando a convicção na liderança do ex-prefeito de Salvador para a disputa estadual.